quarta-feira, 4 de abril de 2012

Casal adia puberdade de filho com tratamento hormonal para que este decida seu próprio sexo


No início do mês publicamos aqui notícia do Mail Online dando conta de que o casal lésbico Pauline Moreno e Debra Lobel, da Califórnia EUA, estava patrocinado o tratamento de mudança de sexo em seu filho adotado de 8 anos.

Com direito a tratamento à base de hormônios, o menino Thomas Lobel estava mudando de sexo. Ele tem 11 anos e iniciou o processo aos 8 anos de idade quando deixou claro seu desejo de ser mulher, apresentando todos os sintomas de um caso clássico de transtorno de identidade.

Anteriormente as mães do menino, que agora se chama Tammy, defendiam a decisão do garoto, alegando que era melhor iniciar o processo de mudança de sexo já na infância, pois na puberdade tudo seria mais complicado e, nesse período, o número de suicidas com transtorno de identidade é muito maior. A notícia ganhou as manchetes de todo o mundo neste mês de outubro.

Leia a notícia completa com detalhes da infância de Tommy: Menino de oito anos adotado por lésbicas inicia tratamento de mudança de sexo

Esta semana foi divulgada a nova resolução das “mães” de Tommy de adiar o processo de mudança de sexo fazendo uso de uma metodologia provavelmente ainda mais traumática, segundo muitos especialistas. Iniciaram um tratamento com bloqueadores de hormônios para retardar a chegada da puberdade de Tommy.

A medida foi tomada para que o menino tenha mais tempo para decidir se realmente quer fazer a mudança de sexo. "Isso dá às crianças e às famílias a oportunidade de tomar a decisão certa", disse Joel Baum, diretor da ONG californiana Gender Spectrum.

Entretanto opositores da decisão de Pauline e Debra dizem que o retardamento da puberdade não fará Tommy ter discernimento suficiente para tomar a importante decisão sobre a alteração da sua sexualidade. "Isso é abuso infantil. É como fazer lipoescultura em uma criança com anorexia", disparou Paul McHugh, professor de psiquatria da renomada Johns Hopkins University.

De acordo com as mães, Tommy diz ser uma menina desde os 3 anos. Ele deverá continuar em tratamento até os 15 anos.


Com informações das agências.
Dica do @marcofeliciano

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