quarta-feira, 4 de abril de 2012

Casamento

Texto: Hb 13.4
Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros.

Introdução:
A família é a célula básica (célula mãe) da sociedade; ela é a instituição mais antiga criada por Deus, formada pela união entre o homem e sua mulher.
O casamento é algo tão importante que o texto de Hebreus, capítulo 13, versículo 4 nos diz que ele é digno de honra. A Palavra de Deus usa do casamento para ilustrar a união entre Cristo e a sua Igreja.
Tendo em vista o seu grande papel; em todas as nações desde tempos remotos existiam leis que protegiam a família. Infelizmente nos dias atuais vigoram leis que na verdade visam destruir moralmente e espiritualmente esta instituição tão importante. Um exemplo disso está no novo código civil brasileiro que aprova a união homossexual.
A família tem sido duramente atacada pelo Diabo. Muitos conceitos modernos tem provocado a destruição dos padrões morais da família e, conseqüentemente, gerado uma sociedade totalmente fraca, confusa e distorcida.

Parte I, a origem da família:
A família foi criada por Deus através da união conjugal entre Adão e a sua mulher.
O casamento foi instituído pelo Senhor Deus no Édem e é a sua vontade para o ser humano. No livro de Gênesis encontramos dois textos a respeito da criação da primeira família:
Em Gn 1.26-31 Deus institui a união conjugal, que de início, não precisava de um contrato, haja vista o homem ter sido criado inocente.
Em Gn 2.18-25 Deus conta detalhes da criação da família.
A união conjugal tem propósitos que podem ser vistos nos textos bíblicos citados acima.
No primeiro relato podemos perceber claramente um dos objetivos da união matrimonial: O relacionamento sexual para a perpetuação da espécie. Vejamos:
Gn 1.28 “...Sede fecundos (sejam sexualmente maduros, capazes de se reproduzirem), multiplicai-vos (tenham filhos através do relacionamento sexual), enchei a Terra (perpetuem a espécie).”
Vale lembrar o conceito de fecundação: É a união dos gametas masculino e feminino. Para que ocorra a fecundação natural, deve haver relação sexual, portanto, o relacionamento sexual entre marido e mulher também foi criado por Deus. Um ser humano é considerado amadurecido fisiologicamente, quando se torna capaz sexualmente para a reprodução.
A relação sexual não foi criada apenas para a perpetuação da espécie, embora este seja o seu fim principal. Mais adiante, em outra aula, trataremos do assunto que diz respeito ao relacionamento sexual.
Não desejar ter filhos é pecado diante do Senhor. É de se estranhar um casal cristão sadio que não deseja ter ao menos um filho. Deus disse: “Multiplicai-vos”, isto significa ter filhos, reproduzir! Não querer ter filhos sempre está ligado com algum problema familiar primário que pode ser : Avareza, egoísmo de um dos conjugues ou de ambos, vaidade, incerteza, falta de amor, não gostar de crianças, etc... A solução não está em não ter filhos e sim em resolver o problema.
Obs: Exclui-se do caso acima citado o casal impossibilitado de ter filhos por algum motivo.
Lembre-se que a ordem de Deus no Édem não foi somente para Adão e sua esposa, mais para toda a raça humana.
Quantos filhos deve ter o casal?
Isto é uma questão que cabe apenas ao casal e vai depender de vários fatores, tais como: Idade, condição social, contexto social, saúde, momento, capacidade sexual, etc...
Conselho: Ter apenas um filho não é pecado, porém não é o ideal.

Parte II, O companheirismo:
O outro objetivo do casamento está em Gn 2.18-25, ou seja, o companheirismo, a ajuda mútua (v.18/auxiliadora).
Esta ajuda é bem retratada em Ec 4. 9-12.
Quando o Senhor criou o homem, logo no princípio já mostrou o seu desejo de que o homem não estivesse sozinho e, então, criou a mulher para que estivesse com ele como companhia(“Não é bom que o homem esteja só”/v.18) . O homem é um ser social!
Deus instituiu o casamento como benção para o homem e a mulher, e é a vontade de Deus para a humanidade. Deus deu ao homem uma única mulher e à mulher, um único homem, a bigamia e a poligamia são aberrações e distorções do homem pecador (“...Far-lhe-ei uma auxiliadora”/v.18).
Com o pecado, o homem passou a macular este relacionamento tão importante criado por Deus. O casal sem Deus está destinado ao fracasso. Deus é a “terceira dobra no casamento” que impede que ele se rompa (Ec 4.12)!
Quando analisamos o texto bíblico de Gn 2.18-25, observamos algumas verdades com relação à mulher que foi criada pelo Senhor, formando com Adão a primeira família:
1º)Deus já sabia que não era bom para o homem estar só. Do mesmo modo ele sabia que criaria a mulher. Nada é novidade para Deus, lembre-se de que o Senhor é onisciente!
Entretanto, Deus permitiu que o homem sentisse que precisava de alguém que o ajudasse (Gn2.20).
2º)A mulher foi tirada do homem, ou seja, homem e mulher se completam no casamento; o que faltava no homem foi preenchido com a mulher e vice-versa (vs21-23). Quando ocorre a união conjugal, homem e mulher tornam-se uma só carne!(vs23-24).
3º)Deixará o homem o seu pai e a sua mãe...(v24)
Quando o casamento ocorre deve haver independência dos conjugues em relação aos seus respectivos pais. A família passa a ser o homem e sua mulher.
É de se estranhar mulheres que casam e vivem na “barra da saia da mamãe”; da mesma forma é esquisito o homem que vive na dependência financeira dos pais. Outro erro comum é quando os pais de um dos conjugues vivem se metendo na vida do casal. Estes problemas e muitos outros são a causa da destruição de muitos casamentos.
4º)Ambos estavam nus e não se envergonhavam (v25). Isto mostra a inocência do casal. A malícia não está no corpo e sim no coração! Após a queda o homem tornou-se malicioso.
Obs: O relacionamento sexual entre o casal já existia antes do pecado.

Conclusão:
A família foi instituída por Deus, sendo o casamento à vontade do Senhor com muitos propósitos dentre os quais: o companheirismo mútuo e o relacionamento sexual com o objetivo de perpetuar a humanidade. No início não existia contrato de casamento, pois não havia ainda o pecado.
Quando um casal se une, passam a ser uma só carne, devendo, portanto, ter independência em relação aos respectivos pais.
Na próxima aula abordaremos o assunto: “casamento civil”.

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