domingo, 8 de abril de 2012

Heterofobia Também É Crime

"Lembra-se de Niki Lauda, tricampeão mundial de Fórmula 1? Nem ele conseguiu escapar da fúria dos caçadores de homofóbicos, na Áustria! Segundo o jornal inglês The Guardian, o ex-piloto foi acusado de homofobia, recentemente, depois de ter criticado uma dança entre dois homens no quadro “Dança das Estrelas”, da TV austríaca ORF.

Em entrevista ao diário local Österreich, Lauda disse que não gostaria de explicar a seu pequeno filho por que dois homens estavam dançando juntos no horário nobre. “Há algumas boas tradições na nossa cultura. Uma delas é que homem não dança com homem. Em breve chegaremos ao estágio em que teremos que pedir desculpas publicamente por sermos heterossexuais”.

A declaração do ex-piloto enfureceu o grupo de direitos gays de Viena, que respondeu: “Estamos realmente chocados e muito surpresos que o senhor Lauda tenha tanto preconceito contra os homossexuais para fazer esse ataque injustificado”.

Pessoas que têm coragem de opinar sobre a homossexualidade, como Niki Lauda, vêm sendo duramente atacadas por grupos gays, na atualidade. Para estes, uma simples opinião contrária à sua “diferente forma de amar” já denota crime de discriminação e preconceito de sexo, de orientação sexual e de identidade de gênero.

No Brasil, tenho visto grupos de homossexuais e simpatizantes utilizarem o slogan: “Homofobia é crime”. Eles o empregam para influenciar a opinião pública, aproveitando-se também dos casos recentes de homossexuais que foram agredidos física e verbalmente por pessoas desequilibradas e maldosas. Mas não estariam certos grupos homossexuais, ao combaterem o que chamam de homofobia, respondendo de modo desproporcional às críticas e adotando um comportamento heterofóbico?

Há homossexuais que têm nojo dos heterossexuais e até os agridem verbalmente, sem nenhum constrangimento. Citei, no artigo anterior, a entrevista do astro Ricky Martin à revista Veja, na qual ele se descreve como superior aos seus semelhantes pelo fato de ser gay.

Já pensou se houvesse grupos heterossexuais que resolvessem exigir que Ricky Martin se retratasse publicamente? E, se os evangélicos, frequentemente taxados de homofóbicos, resolvessem lançar a campanha: “Heterofobia é crime”? Afinal, se existe a homofobia, também há a heterofobia — termo que identifica o ódio, a aversão ou a discriminação de uma pessoa contra heterossexuais e, consequentemente, contra a heterossexualidade, e que pode incluir formas sutis, silenciosas e insidiosas de preconceito.

Talvez seja interessante as emissoras de TV, as rádios, os jornais e revistas católicos romanos e evangélicos, que primam pelos valores familiares esposados na Bíblia Sagrada, começarem a combater a heterofobia. Isso poderá evitar que esse comportamento hostil e reprovável contra os heterossexuais se propague ainda mais.

Muitos evangélicos têm reclamado que a Rede Globo e outras emissoras defendem abertamente a homossexualidade, taxando os contrários a esse comportamento de homofóbicos. Entretanto, tais emissoras estão defendendo os ideais que consideram nobres. Se elas acham legítimo combater a homofobia (ou qualquer opinião contrária ao homossexualismo), é um direito que lhes assiste fazer isso.

Por outro lado, por que a Rede Record — emissora pretensamente cristã ou comandada por líderes supostamente evangélicos — não produz novelas contrárias ao comportamento heterofóbico? Por que os programas evangélicos de TV e a imprensa cristã não lançam uma campanha contra a heterofobia?"

Fonte: [Blog do Ciro]

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