sexta-feira, 29 de junho de 2012

IBGE: catolicismo cai 22,4% e vê nova ascensão de evangélicos

Herança da colonização portuguesa, o catolicismo enfrenta o momento de maior arrefecimento da história do Brasil. É o que constatou o levantamento feito em todos os municípios do País no Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia a Estatística (IBGE), que pesquisou em diversos níveis os aspectos religiosos da população brasileira. Em pouco mais de 20 anos, o número de brasileiros que se declararam católicos caiu 22,4%.
Para se ter uma ideia, em 1940, o mesmo IBGE constatava um percentual de 95% de católicos no Brasil. Em 1991, este número passou para 83%. Posteriormente, em 2000, na queda mais acentuada, foi para 73,6%, até chegar, 10 anos depois, nos atuais 64,6% dos cerca de 190 milhões de brasileiros .
Mesmo mantendo sua predominância, o catolicismo perde cada vez mais terreno para a religião evangélica. A pesquisa do Censo constatou que 22,2% do País está inserido nas crenças das igrejas de missão e pentecostais, dentre outras que pregam o evangelismo. O salto de 6,8%, em relação ao levantamento do ano 2000, se torna ainda maior se voltarmos ao ano de 1940, quando os evangélicos entraram na pesquisa e apareciam apenas com 2,6%. Ou seja, em pouco mais de 70 anos, cresceram 20,4%.
"Entre os católicos é comum ter pessoas não praticantes, que se declaram católicos. E nas outras religiões não, o que se declara é um participante mesmo. Essa é a grande diferença. O evangélico, por exemplo, participa muito mais. É fiel aos princípios da igreja", diz Cláudio Crespo, coordenador de população e indicadores sociais do IBGE. "A tendência é essa, de redução da população que se declarou católica, algo que vem sendo observado desde a década de 90", completa.
Se o catolicismo ainda é hegemônico, o Brasil, no entanto, convive cada vez mais com a pluralidade religiosa. O Censo revelou que 2% dos entrevistados se declararam espíritas (aumento de 0,7% em relação ao ano de 2000), enquanto que umbanda e candomblé respondem por 0,3% (sem alteração). Outras religiosidades, como o islamismo, por exemplo, estão presentes em 2,7% (acréscimo de 0,9%) da população, enquanto que 8% dos brasileiros não têm religião. Apenas 0,1% não souberam responder, ou não quiseram prestar a informação.
"Neste contexto, o (Estado do) Rio Grande do Sul é um exemplo interessante disso, porque dependendo da região, e da ocupação que ocorreu, o Sul tem uma presença espírita e umbandista forte, tem uma ocupação de evangélicos de missão e também de católicos. É um Estado que se mostra bastante plural", exemplificou Crespo.
Nas regiões Norte e Centro-Oeste a diversificação dos grupos religiosos é marcada pela presença expressiva de evangélicos, sobretudo dos pentecostais, os quais têm também importante presença nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Os católicos, por sua vez, ainda que soberanos, têm maior representatividade no Nordeste: 72% dos habitantes.

No comparativo dos sexos, 65,5% dos homens brasileiros se declararam católicos, na maior presença masculina dentre as religiões. Nas demais crenças, as mulheres são maioria: 24,1% são evangélicas, 2,3%, espíritas, 0,3% adeptas da umbanda e candomblé e 2,9%, de outras religiões.
Mais de 42 milhões de fiéis
O avanço das Igrejas Evangélicas no Brasil é ainda mais clara quando os percentuais são deixados de lado para o comparativo dos números brutos da pesquisa. São exatos 42.275.440 brasileiros que se declararam evangélicos, enquanto os católicos apostólicos romanos, majoritários, formam um grupo de 123.280.172 habitantes.
Dos cerca de 42 milhões de evangélicos, mais de 25 milhões são de origem pentecostal. Somente a Assembleia de Deus, Igreja de maior representatividade, possui 12 milhões de fiéis. Elas serviram de alicerce, ainda, para outro dado importante: enquanto 79% dos moradores de áreas urbanas responderam que são católicos, o maior número absoluto dos que moram no campo, nas grandes cidades, 23,5% são evangélicos.
"A partir do êxodo rumo às grandes cidades, da década de 70 para 80, você tem o surgimento da Igreja Universal do Reino de Deus, por exemplo, que aproveita a oportunidade para criar o que chamamos de igreja de periferia, como igreja de portas abertas para receber esse pessoal 'sem eira nem beira', sem ter onde ficar", explica Maria Goreth, coordenadora de indicadores sociais do IBGE.
Este efeito migratório encontra reflexo ainda nas idades dos entrevistados. Se os católicos encontram mais representatividade entre os brasileiros que têm mais de 40 anos, ou seja, oriundos da época em que o catolicismo era soberano, os evangélicos têm maior proporção entre crianças e adolescentes, que escolheram a religião que acolheu os pais neste êxodo.
Outras curiosidades
- O município de União da Serra, no Rio Grande do Sul, é o mais católico do Brasil: 99,18% dos moradores seguem da religião; - O município de Arroio do Padre, também no RS, é o mais evangélico: 85,84% dos moradores; - Palmelo, em Goiás, concentra o maior número de espíritas: 45,5%; - Cidreira, novamente no RS, tem 5% de praticante de umbanda e candomblé; - O islamismo responde apenas por 1,2% do grupo de outras religiosidades; - Sobre os que se declararam sem religião, 4% são ateus.

Igrejas Devem Entregar a DIPJ até Dia 29/06/2012

leao receita federal Igrejas Devem Entregar a DIPJ até Dia 29/06/2012
Muitos entendem erroneamente que as igrejas, por serem entidades sem fins lucrativos, estão dispensadas das obrigações que tem as empresas comuns para com a Receita Federal.
Uma delas e a Declaração de Imposto de Renda, que no caso das igrejas, é feito com a DIPJ ou Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica. As igrejas são consideradas “imunes” sobre qualquer tipo de imposto que a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios tenham instituído ou venham a instituir.
A imunidade é norma negativa de competência constante do texto constitucional, em outras palavras, qualquer tributo que os entes ( a União, os Estados, o Distrito Federal ou os Municípios ) venham a instituir não vão alcançar aqueles que gozam da imunidade, diferentemente daqueles que gozam da isenção que depende da lei específica que define suas condições, requisitos e abrangência, melhor dizendo, a isenção é um favor do legislador, passível de ser revogado a qualquer tempo, já a imunidade não pode ser revogada.
Mesmo imunes de impostos, as igrejas não estão desobrigadas de cumprir as obrigações acessórias, quais sejam: reter e recolher imposto de renda, apresentar declarações, rais, sefip, etc.
Diz o Regulamento do Imposto de Renda – RIR 99 (Decreto 3.000, de 26 de Março de 1999) em seu artigo 167, que as isenções, imunidades ou hipóteses de não incidência não exime as pessoas jurídicas beneficiárias das demais obrigações previstas no referido diploma legal, veja-se:
Decreto 3.000 (Regulamento do Imposto de Renda, RIR 99)
Art. 167. As imunidades, isenções e não incidências de que trata este Capítulo não eximem as pessoas jurídicas das demais obrigações previstas neste Decreto, especialmente as relativas à retenção e recolhimento de impostos sobre rendimentos pagos ou creditados e à prestação de informações (Lei nº 4.506, de 1964, art. 33).
O Diário Oficial do dia 02 de abril do corrente trouxe a publicação da Instrução Normativa RFB nº 1.264 que aprova o programa gerador e as instruções para o preenchimento do mesmo, e em seu art. 4º pontifica que “todas as pessoas jurídicas, inclusive as equiparadas” deverão apresentar a DIPJ-2012, e como a igreja aqui se enquadra, é obrigatória a apresentação também por estas.
Já o Parágrafo Único do art. 3º da Instrução Normativa obriga os declarantes a utilizarem a tecnologia de assinatura digital, mediante uso do certificado digital válido, veja-se:
IN REF 1.264
Art. 3º (…)
Parágrafo único. Para a transmissão da DIPJ 2012, a assinatura digital da declaração, mediante a utilização de certificado digital válido, é obrigatória.
O programa DIPJ-2012 já está disponível para download no site www.receita.fazendao.gov.br, contudo as declarações começarão a ser recebidas pela Receita Federal a partir do dia 02/05/2012.
O prazo final para envio das declarações é as 23h59m59s, horário de Brasília, do dia 29 de Junho de 2012. A não entrega desta declaração pode complicar a situação de imunidade da igreja, ocasionando a suspensão do CNPJ e mais adiante até mesmo o seu cancelamento.
A entrega fora do prazo legal, ou sua apresentação com incorreções ou omissões sujeita a pessoa jurídica a multas, sendo que o valor mínimo da multa é de R$ 500,00 ( quinhentos reais ), reduzindo a metade no caso de apresentação ou correção antes de qualquer procedimento fiscal, ou 75% se houver correção ou apresentação no prazo da intimação.
Após todas estas considerações, obrigatoriedade, forma e prazo de orientação, vamos falar um pouco dos nossos sistemas. Todos os Programas de Administração de Igrejas da SN System´s estão preparados para exportar os dados neles digitados para o programa DIPJ da Receita Federal, e não será diferente com a DIPJ-2012, a sistemática será a mesma, os aplicativos vão gerar um arquivo texto que será importado pelo programa da Receita Federal.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Câmara debate na quinta proposta que abre caminho para a 'cura gay'

A Câmara dos Deputados discutirá em audiência pública na quinta-feira, 28, a suspensão de dois dispositivos de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia que orientam os profissionais da área a não usar a mídia para reforçar preconceitos contra os homossexuais nem propor tratamento para curá-los.

O projeto, do deputado João Campos (PSDB-GO), líder da bancada evangélica na casa, abre caminho para que psicólogos tratem o homossexualismo como um transtorno. O parlamentar argumenta que as orientações restringem o trabalho dos profissionais e o direito da pessoa de receber orientação.

"Entendo que a matéria não pode ser vista apenas sob a égide de uma única classe profissional, pois alcança a sociedade de uma forma geral. O tema requer um estudo e uma análise aprofundada, levando em consideração os aspectos científicos e também sociais que o envolvem", disse Campos. "Entendo que a matéria também deve ser submetida às pessoas que desejam buscar na psicologia ajuda em virtude de dúvidas quanto à orientação sexual", completou o parlamentar à Agência Câmara.

A proposta de Campos é derrubar dois dispositivos do conselho - o de que "os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades" e o de que "os psicólogos não se pronunciarão nem participarão de pronunciamentos públicos nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica".

A sessão de debate será realizada às 9h30 pela Comissão de Seguridade Social e Família, da qual Campos é suplente.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Condenado ao Inferno


Por causa do seu orgulho e rebelião contra Deus, satanás foi condenado a passar a eternidade queimando no lago de fogo, antes da criação do mundo. Veja o que Deus Todo Poderoso falou:
“Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo; contudo, serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo abismo  Isaías 14:12-15
O ponto final de satanás será no inferno... E não será uma festa.
 “O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre, onde já se encontram não só a besta como também o falso profeta; e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos”  (Apocalipse 20:10).
Satanás sabe para onde vai e conhece o eterno castigo que o espera. Agora ele deseja persuadir todo mundo que pode  (inclusive você) fazê-lo seguir para aquele lugar de tormento.
Ele o fará acreditar em qualquer uma das mentiras que ele puder apresentar para enganar você, a fim de torná-lo seu companheiro para sempre no inferno.
  • Se ele  deseja fazê-lo crer que você vai governar e reinar com ele lá, então ele dirá isso.
  • Se ele puder fazê-lo crer que o inferno realmente não existe, então ele o fará.
  • Se ele puder convencê-lo de que o inferno é um lugar maravilhoso, será essa a sua tática.
Satanás fará qualquer coisa  para evitar que você creia e aceite a verdade. E a verdade é que satanás odeia você com paixão! Seu único desejo é ouvir seus gemidos agonizantes, queimando nas chamas do inferno.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Cegueira espiritual é pior do que cegueira física

Cegueira espiritual é pior do que cegueira física. Nos tempos do Senhor Jesus não existia INSS, não existia aposentadoria e nem auxílio à família, também não existia seguro desemprego e nem todos estes direitos que hoje um cidadão comum tem hoje. Digo isso porque em Lucas capítulo 18, a partir do versículo 35, nós vemos um relato sobre um cego que estava mendigando no canto da rua. A solução para um deficiente físico era mendigar ou contar com a ajuda da família. Se você leu a referência, verá que o cego não aceitou ficar dependendo da família e foi para a rua, para esmolar alguns trocados para conseguir levar a vida.
Quando aquele cego, em mais um dia de trabalho percebe que aquele lugar está mais movimentado do que sempre, ele sai mais cedo, vai para o seu cantinho onde ele ficava esmolando e implorando por um trocado que seja àquela multidão de pessoas que estava passando por ali.
Porém, de repente, bate uma curiosidade: Afinal de contas, porque hoje está mais movimentado aqui? Hoje é feriado? Tem alguma coisa especial aqui que eu não esteja sabendo? Foi aí que alguém foi até aquele cego e disse: Amigo, você não sabe quem está passando por aqui? Esta multidão está atrás de Jesus, o homem de nazaré que cura, que liberta e que tem belas palavras que conforta o nosso coração, é uma pena ele está tão longe de nós, porque eu tenho certeza que ele poderia te curar aqui hoje.
Quando aquele cego ficou sabendo que o SENHOR JESUS estava passando por ali, imediatamente parou de gritar: Esmola! Esmola por favor! E começou a gritar:
JESUS, FILHO DE DAVI, TEM MISERICÓRDIA DE MIM.
Porém, as pessoas que estavam atrás de Jesus começaram a mandar aquele cego calar a boca, porque Jesus não iria ouvi-lo, porém, quanto mais mandavam ele se calar, mais ele clamava, ele gritava tanto, mas tanto, que começou a ficar roco, mas ele clamava mais e mais.
E é aqui que eu quero te mostrar uma coisa meu amigo e minha amiga:
Você está passando por algum momento na sua vida que talvez você está gritando:
Esmola! Esmola! Você vive pedindo ajuda aos outros, talvez você só tenha recebido uns trocadinhos de favores. Porém, eu quero lhe convidar hoje a pedir para quem realmente tem algo para lhe dar, porém para chamar a atenção Dele, tem que ser perseverante, não basta pedir, tem que buscar, não basta buscar, tem que bater (insistir – Mt 7.7-9)
Sabe porque muitas pessoas vão à igreja mas não recebem nada? Porque acham que o negócio é só pedir que Deus vai fazer, e não é bem assim. Deus procura pessoas como este cego, pessoas que talvez estejam no sofrimento, pessoas que estejam realmente em uma condição ruim, porém não desistem, continuam lutando e quando ELE PASSA esta pessoa clama, ela grita, ela faz um auê (risos) para chamar a atenção do Senhor JESUS.
O que é chamar a atenção de Jesus? Gritar? Não, o que chama a atenção do SENHOR JESUS é a decisão e perseverança. Mandaram aquele cego calar a boca, mas ele não calou, aquele cego pela fé já estava enxergando mais do que todos, porque Jesus estava rodeado de pessoas, porém SOMENTE UM gritou em voz alta quem realmente Jesus é, ele é o FILHO DE DAVI, o descendente que nasceu para Reinar para Sempre, aquele que se assentaria no Trono e seria aclamado como SENHOR das Nações. Para aquele cego, Jesus não era apenas um curandeiro, Jesus É O SENHOR, o cego entendeu mais do que muitos, que JESUS É O SENHOR DA CURA, MAS TAMBÉM O SENHOR DA SALVAÇÃO.
E quando JESUS vê alguém reconhecendo a Sua Divindade, Ele se sente atraído, eu creio que Jesus deveria ter dito o seguinte:
Pare todo mundo, tem muita gente gritando pedindo cura, mas lá atrás tem alguém que está pedindo misericórdia!!! Chama ele, porque a oração dele entrou aos meus ouvidos, Glória Deus!!!!!
Aquele cego foi levado até o Senhor Jesus, e teve a oportunidade de pedir a maior ajuda da sua vida, a cura. Jesus perguntou: O que você quer que eu faça?
Parece uma pergunta boba né? É claro que o cego quer enxergar ora!
Mas Jesus perguntou, porque o cego só pediu misericórdia, o cego não especificou o que ele queria, Jesus sabia muito bem, mas Jesus queria que o cego especificasse o que ele de fato queria e então sim Jesus iria realizar.
Sabe, eu aprendo com isso que Deus sabe de todas as coisas, porém ELE quer ouvir, ele quer que você especifique qual é o propósito que está no seu coração. Se você começar a ler o livro de profeta Samuel, você vai se deparar com a história de Ana, que não conseguia ter filhos. Por anos aquela mulher sofreu, mas somente no dia que ela foi no templo e foi específica no que ela queria (Se me deres um filho varão) de fato ela recebeu do Senhor.
Deus não quer que você faça uma oração vazia, não adianta se sacrificar, gritar, se espernear na igreja, se você não é específico. Você ser aquela pessoa que diz: Tanto faz, o importante é que Deus faça! Isso não é certo. Deus quer que você determine como você quer o seu milagre.
O cego disse: Senhor, eu quero enxergar. Então Jesus disse: VAI, a tua fé te SALVOU.
E para terminar o nosso texto, quero deixar este último detalhe deste milagre. Jesus disse “VAI” ou seja, “Vai embora viver a tua vida…” Porém aquele cego pela primeira vez na vida viu uma pessoa, e quem é a primeira pessoa que ele viu na vida? JESUS.
Jesus estava mandando o cego ir, mas ele não foi, rsrs eu posso imaginar aquele cego dizendo: Senhor, o Senhor vai me desculpar mas eu não desgrudo mais de ti, eu não vou embora, eu não quero viver a vida de antes, O Senhor disse que a minha Fé me Salvou, se eu sou Salvo eu tenho que andar com quem SALVA. Não Senhor, me desculpe mas eu não quero apenas ser curado, EU QUERO ANDAR CONTIGO, POSSO?
Por isso que Lucas termina a narração deste fato dizendo que aquele homem que era cego seguiu a Jesus dali para frente.
Ser curado é bom, mas ser salvo é melhor ainda. Há muitas pessoas que podem estar lendo este texto e a muito tempo não vão à igreja. Na verdade a ultima vez que você foi, você estava doente, você foi curado, você fez uma campanha talvez e recebeu o seu milagre. Que ótimo, que maravilha. Mas será que era só isso que JESUS queria de você? Você acha que Deus é um cardápio de restaurante que você abre quando tem fome e pede o que quiser, e depois de alimentado vai embora?
Você precisa buscar a salvação, porque se você não fizer isso, aquela doença e aquele problema que você tinha, vai voltar para a tua vida multiplicado vezes 7.
Que isso pastor, está amaldiçoando a minha vida? Não me querido, eu fui chamado para abençoar e não amaldiçoar. Mas o próprio Senhor Jesus disse que quando o espírito maligno é tirado de uma casa (pessoa) ele anda por aí, procurando um lugar para repousar e, se ele não achar ele volta para o lugar de onde saiu, e traz com ele 7 espíritos, e os últimos atos desta pessoa se tornam piores do que os primeiros. É isso que você quer? Você quer ficar 7 vezes pior do que antes?
Eu recebo muitos e-mails de pessoas dizendo que estão afastadas do Evangelho através e eu reparo que a maioria dos casos, são pessoas que foram curadas, libertadas do mau. Porém acharam que era só isso, não buscaram a Salvação.
Então entregue a tua vida para Jesus, se batize nas águas e faça como aquele Ex-cego, siga Jesus daqui para frente.
Deus te abençoe.

Juiz cumpre a Constituição e nega casamento de gays no Rio

Em matérias publicadas pelo O Globo esta semana, o jornal alfineta a conduta do juiz Luiz Henrique Oliveira Marques, da 1ª Vara de Registro Público do Rio de Janeiro, por negar sistematicamente o casamento entre pessoas do mesmo sexo na cidade, alegando inconstitucionalidade.

A pressão e a "má fama", imposta pelos favoráveis ao casamento gay, fez com que o juiz Oliveira Marques, de 53 anos, discutisse o assunto até em uma das universidades onde ele dá aulas. Na reportgem do jornal O Globo, o juiz contou que um de seus alunos chegou a dizer que ele deveria ser mais flexível, mas o magistrado explicou que está apenas seguindo a lei à risca.

"É natural que o assunto ganhe repercussão, porque há interesse de certo segmento da sociedade. Venho recebendo poucas manifestações favoráveis, mas tenho minha consciência tranquila. Estou julgando dentro do mérito da questão. Parece que estou sendo injusto, mas, na verdade, falta uma lei para o casamento gay", afirmou o juiz.

Na magistratura há 20 anos, Oliveira Marques contou que tem homossexuais em seu círculo de amizades. "Não teria problemas em deferir um pedido de casamento gay, mas o Legislativo tem que aprovar a lei. Não entendo que essas pessoas sejam inferiores. Respeito gays, negros, independente de religião".

Legislação

Ainda segundo a matéria do O Globo, a mesma critica os cartórios cariocas (que seguem a linha de conduta do juiz Oliveira Marques), que não têm aceito processos de casamentos entre pessoas do mesmo sexo, por não haver legislação específica.

Opositores a postura do juiz afirmam que as decisões de Oliveira Marques têm motivação religiosa. Ele nega e também não declara sua religião para a reportagem, afirmando que isso não tem importância em seus julgamentos. Segundo o juiz, não são muitos os casos de pedidos de casamento de pessoas do mesmo sexo que chegam a ele. Mas os que chegam vão continuar sendo negados.

"Meus argumentos são jurídicos. O nosso ordenamento jurídico não admite o casamento de pessoas do mesmo sexo, pura e simplesmente (...) Não tem nada a ver com religião. Eu sou juiz, e um juiz precisa se abstrair desses outros conceitos o máximo que puder para julgar. Mesmo se eu adotasse uma religião que fosse contrária, eu devo julgar perante a lei", declarou Oliveira Marques na reportagem.

Fonte: O Globo via verdade Gospel

Escândalo no meio evangélico


 

A única vez que Cristo Jesus se referiu ao suicido foi enquanto respondia uma pergunta feita pelos seus discípulos: “NAQUELA mesma hora chegaram os discípulos ao pé de Jesus, dizendo: Quem é o maior no reino dos céus? E Jesus, chamando um menino, o pôs no meio deles, E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus”. (Mateus 18.1-3)
Em seguida, Jesus correlaciona o suicídio ao escândalo, na verdade a única vez que, Cristo Jesus trata do suicido é para aconselhar algumas pessoas a suicidar-se, logo, o que poderia levar Jesus a aconselhar alguém a amarrar uma pedra no pescoço e pular no mar? A resposta é – “Mas, qualquer que escandalizar um destes pequeninos, que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar”. Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!” (Mateus 18.6,7).
Jesus afirma que, os escândalos sempre existirão, mas que, aquele que escandalizasse um filho de Deus seria melhor que morresse, do que, em vida experimentasse a expectativa de juízo e morte. A palavra utilizada por Jesus, no grego skándalon significa tropeço. Provavelmente, a intenção de Jesus era alertar os seus discípulos sobre o perigo de fazer um iniciante da caminhada cristã, tropeçar na fé em Deus.
O escândalo é um assunto pouco refletido pela igreja, porém, nas palavras de Jesus compreendemos a dimensão e a seriedade do significado deste pecado. De modo que, diante dos inúmeros escândalos no meio evangélico e comportamentos relacionados ao assunto, a sensação é que muitos cristãos desconhecem ou menosprezam as palavras proferidas por Jesus em relação a esta temática.
Mais grave do que o crescimento e o tratamento fugas e irresponsável com relação aos escândalos, é o crescimento do mercado em torno do assunto. Sou a favor do apologista (defensor da fé cristã) sincero e imparcial, que não consegue se calar diante da injustiça e do pecado. Mas infelizmente, o que cresce neste momento são líderes se servindo de escândalos alheios para serem conhecidos ou reconhecidos no meio evangélico. Tornam-se críticos de plantão, que ventilam, sistematizam, comercializam, e promovem os escândalos, tornando-se assim piores do que aquele que escandalizou.
Lamentavelmente, vivemos em um tempo onde o que é mais lucrativo e vendido é o sensacionalismo alimentado pelas tragédias e calamidades. Por exemplo, o jornalismo que mais vende noticiais é aquele que relata sobre morte e violência, e lamentavelmente tem se tornado assim também no meio evangélico, onde o que é mais lido e divulgado são os escândalos ou deslizes no contexto igreja.
Caso, o titulo deste artigo fosse sobre “A graça Divina”, ou a “A Misericórdia de Cristo”, inúmeras pessoas não teriam aberto o texto e lido, mas como o assunto é “escândalo”, muitos acabam sendo atraídos pela curiosidade.
Certamente que, o nosso tempo precisa de líderes que continue denunciando o pecado, o engano e a injustiça, mas que não se utilize das tragédias, equívocos ou escândalos para se autopromoverem na desgraça alheia. Nossa geração precisa urgentemente da mensagem da graça, da misericórdia, e do amor divino.
Neste momento de complexidade, relativização e extrema confusão, não necessitamos de mais líderes que se comportam como parasitas que se servem de escândalos religiosos. Necessitamos sim, de apologistas que continuem defendendo os princípios basilares da fé evangélica, mas que, ao mesmo tempo tenham lágrimas nos seus olhos em compaixão as almas. Estamos carentes de líderes que sejam inflexíveis com o pecado e o engano, mas amáveis, piedosos e parecidos com Cristo Jesus no trato e nos relacionamentos com o próximo.
De modo que, a minha esperança e expectativa é que, nesta hora de grande convulsão existencial, a consciência do evangelho cure alguns cristãos que se servem das desgraças como trampolins para o sucesso, e restaure a compaixão, a misericórdia e o amor em nossas vidas e ministérios.

Salvos pra quê?


 

Agora Jesus vai mostrar à mulher samaritana “para quê” uma alma é salva. Há basicamente três maneiras de se encarar a salvação: do homem para o homem, de Deus para o homem e de Deus para Deus. A primeira envolve acreditar que somos salvos por nossos méritos e esforços e para o nosso benefício. Começa no homem e termina no homem. Deus serve apenas para dar sorte ou para não dar azar, se for devidamente agradado.

A segunda é quando você realmente crê em Jesus, mas visando a sua felicidade. Você crê que a salvação vem de Deus, pela fé somente, mas que Deus existe para fazer você feliz, lhe dar uma vida próspera e sem doenças. Tudo começa em Deus, mas termina no homem. Deus é visto como seu servo e tem por obrigação de agradá-lo.
A terceira abordagem é a correta. A salvação vem exclusivamente de Deus, porém não é para nós mesmos que somos salvos, mas para sermos adoradores. É claro que somos beneficiados em tudo isso, mas o objetivo é Deus e seu Filho Jesus, em quem todas as coisas irão convergir no final. Portanto, para a pergunta “Para quê somos salvos?”, a resposta é “Para adorarmos a Deus”.
Os samaritanos adoravam a quem não conheciam, no lugar errado e da maneira errada. Jesus diz que os judeus adoravam quem conheciam e que a salvação vem dos judeus. Entenda que a salvação não são os judeus, mas foi de uma mulher judia que veio o Cristo, o Messias, o enviado de Deus. Deus quis que fosse assim, portanto não há o que discutir. Ao se revelar à mulher samaritana, quando ela pergunta sobre o Messias, Jesus diz: Eu sou, eu que falo contigo”“Eu sou” é a mesma expressão usada por Jeová para se revelar a Moisés.
E ele diz que ”Deus busca adoradores que o adorem em espírito e em verdade“. Até aquele momento, adorar em verdade significava adorar no Templo de Jerusalém e da forma como Deus ordenara, e não no monte Gerizim como faziam os samaritanos. Mas, apesar de adorarem em verdade, os judeus não adoravam em espírito. Sua adoração era da boca para fora e seu coração estava longe de Deus. Eles rejeitaram o Messias.
Hoje todo salvo pela fé em Jesus tem o Espírito Santo e pode adorar a Deus em espírito em qualquer momento e lugar, sem intermediários. Porém, no que diz respeito à adoração coletiva, se você estiver adorando em um templo e com rituais copiados do Antigo Testamento, não está adorando em verdade. Se a sua adoração adicionou elementos culturais, como dança, teatro e shows, então você inventou a sua forma de adorar, como fizeram os samaritanos.
Adorar coletivamente em verdade é adorar onde estiverem dois ou três reunidos para o nome de Jesus, reconhecendo o seu senhorio, e da maneira encontrada nas cartas dos apóstolos, o único guia que temos, além do Espírito Santo, para a adoração pós-judaísmo em espírito e em verdade. O ponto alto dessa adoração é a ceia do Senhor, e não um show de celebridades.

Como é uma Igreja Viva

Como é uma igreja viva?
 
É natural que para responder esta pergunta, voltemos ao relato de Pentecostes no livro de Atos. É bom que sejamos realistas na leitura. Costumamos ver a igreja primitiva com uma atitude idealista, romântica. Nos maravilhamos com seu ímpeto evangelístico, seu impacto transformador no mundo. Falamos dela com admiração, como se não tivesse defeito; nos esquecemos as heresias, as hipocrisias, as rivalidades e imoralidades que perturbavam a igreja primitiva tanto quanto a perturba hoje. Contudo, existe algo evidente: essa igreja primitiva em Jerusalém foi profundamente renovada pelo Espírito Santo. Qual era a evidência da presença e do poder do Espírito Santo? Se pudermos responder esta pergunta, poderemos também responder outra: Qual é a evidência da presença do Espírito Santo na igreja de hoje? Lucas descreve quatro marcas de uma igreja cheia do Espírito. Esses são traços que deveriam caracterizar a toda igreja aberta para a presença e o poder do Espírito Santo.
  • Ensinamento
  • Comunhão e Ajuda Mútua
  • Adoração prazerosa e reverencia
  • Evangelização Contínua.
Existem congregações que não têm tido um novo convertido nos últimos dez anos; e se chegassem a ter um, não saberiam o que fazer com ele, tão extraordinário é o fenômeno!
Cultivemos a expectativa de que o Senhor acrescente diariamente novos membros à igreja.
Texto retirado do Livro de Jonh Stott “Sinais de uma Igreja Viva”

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Página Inicial » Notícias Israel 19 / junho / 2012 - 23:44 Número de judeus que seguem a Jesus passa de um milhão


 

Joel Chernoff é o CEO da “Messianic Jewish Alliance of America” [Aliança Judaica Messiânica da América]. Em entrevista recente ao The Jewish Journal, ele afirmou que existem hoje cerca de 800 congregações judaicas messiânicas no mundo. Considerando que em 1967 não existia nenhuma, sem dúvida é um impressionante crescimento.
“O judaísmo messiânico é a corrente judaica que cresce mais rapidamente desde 1967″, diz  Joel. Ele calcula que existem mais de um milhão de judeus messiânicos: “Os judeus estão-se tornando crentes em Yeshua” - disse ele, referindo-se a Jesus.  Ele baseia suas afirmações no censo realizado junto à população judaica.
Chernoff explicou que “a corrente principal dos líderes judeus contesta, dizendo que o judaísmo messiânico não é parte do judaísmo… Segundo o rabino presidente da União do Judaísmo Reformado, o judaísmo messiânico ”é construído sobre uma mentira”.
Mas o CEO ressaltou “Mesmo que essa linha divisória entre evangélicos e judeus messiânicos possa ser distinta em outros países, em Israel ela tem se enfraquecido à medida que o país se esforça por conseguir todo apoio político que puder… As congregações messiânicas são compostas na sua grande maioria por judeus vindos de todos os ramos do judaísmo tradicional, mas também há pessoas oriundas de diversas denominações evangélicas”.
Por isso, algumas congregações são formadas por judeus e gentios que cultuam conjuntamente, num misto de igreja e sinagoga. Essa aproximação e crescimento, segundo o movimento messiânico eram previstas “A conversão recente de tantos judeus ao Messias Jesus é mais um sinal evidente de que as promessas de Adonai para o Seu povo estão se cumprindo nestes últimos dias. O Senhor prometeu que muitos se iriam voltar para Ele, formando o “remanescente” para o qual o Messias muito em breve virá!”.
Chernoff explicou que as congregações messiânicas preocupam-se com Israel. Ao longo dos últimos 10 anos, a Aliança Judaica Messiânica calcula que eles já contribuíram com US$ 100 milhões para diferentes projetos. No entanto, ele observa, os judeus messiânicos não estão autorizados a compartilhar sua fé com os israelenses, embora o governo aprecie e estimule esse apoio.
No entendimento dos messiânicos, o mundo está enfrentando sua quarta guerra mundial, que ocorre sem alarde. Trata-se de um conflito religioso entre o mundo livre e o mundo islâmico fundamentalista que acredita na dominação do mundo pela jihad [guerra santa].
O líder da Aliança Judaica Messiânica acredita que a crescente aproximação atual entre o cristianismo e o judaísmo, depois de quase 2.000 anos de inimizade é “um dos sinais críticos dos tempos fatídico em que estamos vivendo e um raio de luz que atravessa a escuridão que emana do Irã, Al Quaeda, o Hezbollah e o Hamas… Os cristãos estão divulgando o chamado que Deus permanece fiel à Sua aliança inicial com Israel, e que a profecia bíblica continua sendo cumprida através do povo de Israel que estão vivendo na terra prometida”.
Mesmo assim, há uma grande resistência por parte dos ortodoxos, que temem que grupos cristãos tentem usar essa proximidade para converter os judeus ou forcem uma unificação teológica entre judaísmo e cristianismo. Porém, os líderes do movimento messiânico ressaltam que “nesses tempos proféticos fica cada vez mais evidenciada uma onda sem precedentes de amor cristão pelo povo judeu”.
 Traduzido e adaptado de Jewish Journal

Caio Fábio afirma que a Bíblia é um livro do homem e não de Deus, pastor contesta


 

Mais uma declaração do reverendo Caio Fábio tem dividido opiniões. Em um vídeo ele aparece explicando que o Velho Testamento se cumpre em Cristo, mas também afirma que a Bíblia não é inerrante, ou seja, que o Livro Sagrado possui erros.

A questão principal que deu inicio a essas afirmações foi a seguinte: até que ponto você acha que a leitura do Velho Testamento atrapalha a compreensão do Novo? Para responder essa pergunta o pastor da igreja Caminho de Graça conta várias histórias e afirma que “o cristianismo nunca leu a Bíblia tendo Jesus como a chave hermenêutica”.
Mas essa não é a principal declaração do vídeo, mesmo afirmando que Cristo é a Palavra de Deus, Caio Fábio diz que há erros na Bíblia: “A Bíblia não é inerrante. Nem na literatura, ela tem erros literários; ela não é inerrante na cronologia, ela tem erros cronológicos; ela não é inerrante nas genealogias, ela dá saltos generacionais e só fica em cima das figuras mais importantes para marcar história”.
Para Caio Fábio a Bíblia é o livro do homem e não de Deus, ele acredita que as Escrituras não têm como objetivo ser um livro de ciência para tentar mostrar como aconteceu a origem do mundo, mas é um livro possível para auxiliar na compreensão da humanidade.
O vídeo foi postado no Vimeo há mais de um ano, mas apenas agora ganhou algumas refutações de pastores blogueiros como Wilson Porte Júnior que comparou o pastor Caio Fabio com a serpente que usou a Palavra de Deus para enganar Eva. “Assim como no Éden, ainda hoje Satanás tenta perverter a Palavra de Deus por meio de argumentos aparentemente coerentes e belos”, disse o pastor batista que também é professor de teologia.
Porte acredita que a afirmação de Caio Fabio ataca as bases da fé cristã, pois para ele é impossível separar Jesus de toda a Bíblia. “Como pode alguém afirmar que Jesus é a Palavra e depois afirmar que a Palavra contêm muitos erros? Como pode alguém afirmar que Jesus é o Verbo, a Palavra de Deus, e depois afirmar que a Palavra não é de Deus, mas de homens? A resposta a estas perguntas é: quando tal pessoa possui uma língua de serpente, pode!”

Crença no inferno reduz taxa de criminalidade, indica estudo

 
Religiões são geralmente vistas como balizadoras de comportamentos. No entanto, quando se trata de prever o comportamento criminoso, as crenças religiosas são um fator determinante, afirma um psicólogo da Universidade de Oregon.


O estudo, publicado na Public Library of Science (PLoS ONE), indica que a atividade criminal é menor nas sociedades onde as crenças religiosas das pessoas servem como um forte elemento punitivo. Em especial quando comparado com lugares onde as crenças religiosas são mais brandas.
Um país onde muitas pessoas acreditam mais no céu do que no inferno, por exemplo, provavelmente terá uma taxa de criminalidade muito maior do que nações onde essas crenças são praticamente iguais. A descoberta surgiu a partir de uma análise abrangendo dados reunidos ao longo de 26 anos, num total de 143,197 pessoas em 67 países.
“A principal conclusão é que nos lugares onde se crê no inferno existem taxas mais baixas de criminalidade, mas nos países onde se crê apenas no céu há taxas maiores de criminalidade, e estes são efeitos duradouros”, disse Azim F. Shariff, professor de psicologia e diretor do Laboratório de Cultura e Moralidade na Universidade de Oregon.
Ele acrescenta: “Acho que é uma pista importante entender os efeitos que causam a expectativa de punição sobrenatural ou de bondade sobrenatural. Os dados confirmam pesquisas anteriores feitas com grupos restritos, mas esse efeito no ‘mundo real’ mostra como a crença realmente afeta as pessoas em relação ao crime”.
No ano passado, em um artigo para a Revista Internacional de Psicologia da Religião, Shariff informou que os estudantes universitários que acreditam em um Deus que perdoa eram mais propensos a trapacear do que os que crêem em um Deus punitivo.
Essas descobertas cientificas recentes continuam mostrando que a idéia de punição divina influencia na maneira como as pessoas vêem a vida. Em 2003, por exemplo, Robert J. Barro e Rachel M. McCleary, pesquisadores da Universidade de Harvard mostraram que o produto interno bruto foi maior nos países desenvolvidos em que as pessoas acreditavam no inferno mais do que criam no céu.
Em relação aos dados de sua pesquisa, Shariff acredita que ”Podemos apenas especular sobre os mecanismos disso tudo, mas é possível que as pessoas que não acreditam na possibilidade de punição após a morte tendem a ter um comportamento antiético. Não sentem que há um impedimento divino”.
O coautor do estudo, Mijke Rhemtulla, do Centro de Métodos de Investigação e Análise de Dados da Universidade de Kansas, destaca que são necessárias investigações mais profundas para explorar todas as interpretações possíveis desses resultados.
Os dados usados por ele e Shariff foram retirados do World Values, um levantamentos sobre valores feito em diversos países da Europa ao longo de diferentes períodos de tempo entre 1981 e 2007. Os dados sobre criminalidade foram retirados dos registros compilados pelas Nações Unidas sobre homicídios, roubos, estupros, seqüestros, assaltos,  crimes relacionados a drogas,  furtos e tráfico de seres humanos.
Outros fatores importantes foram as taxas de religião dominantes das nações (católicos, evangélicos e muçulmanos), além de desigualdade de renda, expectativa de vida e taxas de encarceramento.
Traduzido e adaptado de Huffington Post

MORTE DOS APÓSTOLOS

COMO MORRERAM OS APÓSTOLOS?

O martírio dos apóstolos foi anunciado por Jesus: “Por isso, diz também a sabedoria de Deus: Profetas e apóstolos lhes mandarei; e eles matarão uns e perseguirão outros” (Lucas 11.49). “E até pelos pais, e irmãos, e parentes, e amigos sereis entregues; e matarão alguns de vós. E de todos sereis odiados por causa do meu nome” (Lucas 21.16-17). Esta palavra diz respeito, também, aos crentes de um modo geral. Ainda hoje, anualmente, milhares são martirizados em todo o mundo. “Se a mim me perseguiram também vos perseguirão a vós... mas tudo isso vos farão por causa do meu nome” (João 15.19-20). “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos...eles vos entregarão aos sinédrios e vos açoitarão nas suas sinagogas, e sereis conduzidos à presença dos governadores e dos reis, por causa de mim...” (Mateus 10.16-18). Com relação aos sofrimentos e martírio de Paulo, Jesus revelou: “Eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome” (Atos 9.16). Abro um parêntesis para uma reflexão: o Evangelho pregado em nossas igrejas inclui a possibilidade de sofrimento por amor a Cristo, ou anunciamos somente prosperidade, fartura, longevidade e saúde? Vejamos como os apóstolos morreram:
ANDRÉ
Foi discípulo de João Batista, de quem ouviu a seguinte afirmação sobre Jesus: “Eis aqui o Cordeiro de Deus”. André comunicou as boas notícias ao seu irmão Simão Pedro: “Achamos o Messias” (João 1.35-42; Mateus 10.2). O lugar do seu martírio foi em Acaia (província romana que, com a Macedônia, formava a Grécia). Diz a tradição que ele foi amarrado a uma cruz em forma de xis (não foi pregado) para que seu sofrimento se prolongasse.
BARTOLOMEU
Tem sido identificado com Natanael. Natural de Caná de Galiléia. Recebeu de Jesus uma palavra edificante: “Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo” (Mateus 10.3; João 1.45-47) Exerceu seu ministério na Anatólia, Etiópia, Armênia, Índia e Mesopotâmia, pregando e ensinando. Foi esfolado vivo e crucificado de cabeça para baixo. Outros dizem que teria sido golpeado até a morte.
FILIPE
Natural de Betsaida, cidade de André e Pedro. Um dos primeiros a ser chamado por Jesus, a quem trouxe seu amigo Natanael (João 1.43-46). Diz-se que pregou na Frigia e morreu como mártir em Hierápolis.
JOÃO
O apóstolo que recebeu de Jesus a missão de cuidar de Maria. “O discípulo que Jesus amava” (João 13.23). Pescador, filho de Zebedeu (Mateus 4.21 O único que permaneceu perto da cruz (João 19.26-27). O primeiro a crer na ressurreição de Cristo (João 20.1-10). A tradição relata que João residiu na região de Éfeso, onde fundou várias igrejas. Na ilha de Patmos, no mar Egeu, para onde foi desterrado, teve as visões referidas no Apocalipse (Apocalipse 1.9). Após sua libertação teria retornado a Éfeso. Teve morte natural com idade de 100 anos.
JUDAS TADEU
Foi quem, na última ceia, perguntou a Jesus: "Senhor, por que te manifestarás a nós e não ao mundo?" (João 14:22-23). Nada se sabe da vida de Judas Tadeu depois da ascensão de Jesus. Diz a tradição que pregou o Evangelho na Mesopotâmia, Edessa, Arábia, Síria e também na Pérsia, onde foi martirizado juntamente com Simão, o Zelote.
JUDAS ISCARIOTES
Filho de Simão, traiu a Jesus por trinta peças de prata, enforcando-se em seguida.(Mateus 26:14-16; 27:3-5).
MATEUS
Filho de Alfeu, e também chamado de Levi. Cobrador de impostos nos domínios de Herodes Antipas, em Cafarnaum (Marcos 2.14; Mateus 9.9-13; 10.3; Atos 1.13). Percorreu a Judéia, Etiópia e Pérsia, pregando e ensinando. Há várias versões sobre a sua morte. Teria morrido como mártir na Etiópia.
MATIAS
Escolhido para substituir Judas Iscariotes (Atos 1.15-26). Diz-se que exerceu seu ministério na Judéia e Macedônia. Teria sido martirizado na Etiópia.
PAULO
Israelita da tribo de Benjamim (Filipenses 3.5). Natural de Tarso, na Cilícia (hoje Turquia). Nome romano de Saulo, o Apóstolo dos Gentios. De perseguidor de cristãos, passou a pregador do evangelho e perseguido. Realizou três grandes viagens missionárias e fundou várias igrejas. Segundo a tradição, decapitado em Roma, nos tempos de Nero, no ano 67 ou 70 (Atos 8.3; 13.9; 23.6; 13-20).
PEDRO
Pescador, natural de Betsaida. Confessou que Jesus era “o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16.16). Foi testemunha da Transfiguração (Mateus 17.1-4). Seu primeiro sermão foi no dia de Pentecostes. Segunda a tradição, sua crucifixão verificou-se entre os anos 64 e 67, em Roma, por ordem de Nero. Pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, por achar-se indigno de morrer na mesma posição de Cristo.
SIMÃO, o Zelote
Dos seus atos como apóstolo nada se sabe. Está incluído na lista dos doze, em Mateus 10.4, Marcos 3.18, Lucas 6.15 e Atos 1.13. Julga-se que morreu crucificado.
TIAGO, O MAIOR
Filho de Zebedeu, irmão do também apóstolo João. Natural de Betsaida da Galiléia, pescador (Mateus 4.21; 10.2). Por ordem de Herodes Agripa, foi preso e decapitado em Jerusalém, entre os anos 42 e 44.
TIAGO, O MENOR
Filho de Alfeu (Mateus 10.3). Missionário na Palestina e no Egito. Segundo a tradição, martirizado provavelmente no ano 62.
TOMÉ
Só acreditou na ressurreição de Jesus depois que viu as marcas da crucificação (João 20.25). Segundo a tradição, sua obra de evangelização se estendeu à Pérsia (Pártia) e Índia. Consta que seu martírio se deu por ordem do rei de Milapura, na cidade indiana de Madras, no ano 53 da era cristã.

MARIA

(Lucas 1.26-28)
Desejamos saudar as mães cristãs ao meditar sobre a mãe de Jesus, nosso Salvador, modelo de mulher cristã, modelo de mãe, modelo de mãe cristã. Falamos tanto em Pedro, Paulo, João, Barnabé, ou nas santas mulheres da Bíblia como Sara, Maria, Débora, Ester, Maria Madalena, Marta e Maria, Priscila, mesmo a anônima samaritana, mas esquecemos de voltar os olhos, a mente e o coração para a mulher de coragem, submissa, dedicada, agraciada, serva de Deus que foi Maria de Nazaré!
Por outro lado, tentaremos desfazer a idéia errônea de não-evangélicos a respeito do relacionamento entre os cristãos evangélicos e Maria, nossa irmã na fé, e mãe do Redentor.
SUA PESSOA
O Novo Testamento tem pouco a dizer sobre Maria. É, na verdade, extremamente lacônico ao falar de sua vida. Não tem ela lugar de proeminência nos Evangelhos. Como diz uma autora católica "Parece até ausente do ministério de Jesus, seu filho" Dois dos evangelistas até deixam de colocá-la no início do relato (Marcos e João), pois a história da infância de Jesus, o chamado “Evangelhos da Infância”, somente é relatada em Mateus e Lucas.
Suas últimas palavras registradas foram as do casamento em Caná da Galiléia (João 2.3). Fora esse episódio, quantas anotações temos do que falou? Em Mateus e em Marcos nada foi registrado. Em Lucas, (1) na cena da anunciação (1.34,38), (2) no Magnificat (1.46-55), e (3) em 2.48 quando Jesus já está com doze anos e fora levado para se tornar um bar mitzvá . E apesar de todo esse silêncio, a Outra Igreja procura construir um elaborado sistema de obras de Maria e de devoção à sua pessoa?!
Seu nome é a forma greco-latina do hebraico Miriam, nome da irmã de Moisés. No Novo Testamento, é registrada a presença de várias Marias: Maria Madalena, Maria, irmã de Lázaro e de Marta, Maria, a mãe de João Marcos, Maria, membro da igreja em Roma, e Maria de Nazaré.
De fato, morava em Nazaré. O Novo Testamento não o afirma, mas o chamado Proto-evangelho de Tiago declara terem sido seus pais Joaquim e Ana. Tinha cerca de quatorze anos quando ficou noiva de José, carpinteiro de profissão e descendente da casa real de Davi, da qual haveria de nascer o Messias.
Lucas descreve a cena do anúncio de haver sido escolhida para mãe do Messias (1.26ss). O mensageiro de Deus a chama de "agraciada", ou seja, que ela era alvo de um favor especial de Deus, e não que fosse fonte de graça. Esse favor, essa graça especial era ser mãe do "Filho do Altíssimo", mãe do filho do El Elyon (cf. 1.32)! Ora, senhoras e moças judias ansiavam pelo privilégio de ser a mãe do Ungido de Deus, porém Ele não buscou essa moça no palácio de Herodes nem nas camadas altas da sociedade entre os saduceus; fê-lo entre o povo, e agraciou uma jovem simples, pobre, surpreendendo, deste modo, a expectativa e mente de todos (cf. 1Coríntios 1.27). Maria era tão humilde, simples e pobre que ao levar Jesus bebê a Jerusalém para o consagrar, e fazer o sacrifício ordenado pela Lei de Moisés (Êxodo 13 .2; Levítico 12.1-3, 6-8), ofereceu dois pombinhos em vez de um cordeiro (Lucas 2. 24).
Aliás, poderia ter dito "não" quando do anúncio, mas não o fez; poderia ter evitado todo o futuro sofrimento, aceitou-o, porém, com resignação e entrega absoluta. Suas Palavras o atestam: "Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra". (Lucas 1.38a).
Concebeu do Espírito Santo como o diz Mateus 1.18 (cf. Lucas 1.35) tornando-se entre as mulheres a única que pode ser chamada, como o foi por Isabel, "bendita" por trazer no ventre o "bendito fruto" do Eterno (cf. Lucas 1.42).
IDÉIAS SOBRE MARIA
Dói-nos ter que abordar o que segue; preferiríamos não precisar mencionar certas questões de teologia popular e, lamentavelmente, também de teologia oficial a respeito da mãe de Jesus. Nosso objetivo não é atacar ou hostilizar a crença de ninguém. Mas, sim, examinar o que diz a Bíblia sobre certas atitudes, doutrinas, dogmas que desvirtuaram o lugar dessa extraordinária mulher cristã, bendita entre as demais.
As idéias não encontradas na Bíblia são: a imaculada conceição, a sua virgindade perpétua, a co-redenção, a sua assunção corporal aos céus, o título "Mãe de Deus", o culto a Maria. Tudo nasce da pergunta se Maria é salva ou salvadora. Diz a Bíblia que precisou ser salva, pois a própria Maria o afirma: "o meu espírito exulta em Deus meu salvador" (Lucas 1.47). Pensar diferentemente leva aos dogmas que a Igreja majoritária tem formulado.
A imaculada conceição. É a idéia que para ser mãe do Salvador que não tinha pecado, ela mesma teria que ser isenta de pecado. Deus a teria, portanto, preservado já na sua fecundação da mancha do pecado original. Essa é uma idéia que não combina com a doutrina da Bíblia que ensina "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus" (Romanos 3.23, 24).
Ter sido escolhida para gerar o Messias não significa ter sido concebida e nascida sem pecado, nem ter sido a mais perfeita mulher que já viveu. Esse dogma foi promulgado em 1854 pelo Papa Pio IX.
A virgindade perpétua ensina que a mãe de Jesus foi virgem antes, durante, depois do parto, e continuou a sê-lo durante sua vida de casada, de esposa e mãe. Tal doutrina foi definida pelo Concílio Constantinopla II em 553, e nasceu, sobretudo, do apreço à vida monástica (em franco progresso o ascetismo), e do menosprezo ao casamento considerado como estado inferior ao celibato. A insistência católico-romana na virgindade perpétua de Maria objetiva justificar o celibato dos seus sacerdotes e freiras. A Bíblia, no entanto, fala diferentemente: chama a Jesus de seu filho "primogênito" e não de "unigênito" .
Grávida virgem, deu à luz virgem, porém Mateus 1.25 ensina que após o nascimento (e a purificação subseqüente), passou a ter vida matrimonial perfeita e absolutamente normal:
"... e não a conheceu enquanto ela não deu à luz um filho; e pôs-lhe o nome de Jesus". (Mateus 1.25).
E porque não é desdouro ser a mãe do Messias e mãe de outros filhos com seu marido, o Novo Testamento apresenta os nomes de seus filhos: Tiago, José, Simão e Judas, além das irmãs não nomeadas (cf. Marcos 6. 3). Que divina sabedoria, o Espírito Santo ter permitido registrar o nome de seus irmãos! Há quem queira dizer que (1) seriam filhos de José de um casamento anterior, não há, porém, registro disso; ou primos de Jesus, no entanto, a palavra usada foi adelphos, pois existe outra, anepsiós que quer dizer "primo, sobrinho", não usada aqui pelos evangelistas.
Co-redenção de Maria junto à cruz do Calvário, ou seja, "sócia na obra da salvação". Uma coisa é dizer que Maria teve um papel único, exclusivamente seu na realização do plano de Deus para a salvação da pessoa humana; é dizer que os fatos da encarnação e do nascimento virginal são de tremendo significado para a Cristologia. Mas outra coisa é atribuir-lhe função salvífica, papel de salvadora e obra co-redentora.
Muita lenda tem surgido por falta de informação e estudo da Bíblia. Jesus ensinou que "errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus" (Mateus 22.29), e por falta de conhecimento da Palavra Santa, há quem participe da Ceia (Eucaristia) nos cinco primeiros sábados (pois sábado é o dia do calendário que lhe é dedicado), esperando escapar do inferno sem que se preocupe com uma conduta digna do nome de cristão. E há quem dedique o dia de Sábado ao louvor de Maria que, segundo ensinam, visita o purgatório de onde leva muitas almas para o céu com ela. Quantos erros?! O purgatório?! a salvação após a morte?! Maria salvadora?!
Diz, no entanto o Novo Testamento: "Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Timóteo 2.5).
"Seja conhecido de vós, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, nesse nome está este aqui, são diante de vós. Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta como pedra angular. E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em quem devamos ser salvos" (Atos 4. 10-12).
Assunção. A doutrina é que Maria após a morte teria sido levada corporalmente para o céu, dogma que foi promulgado em 1950 pelo Papa Pio XII. Nenhum ensino bíblico há sobre isso.
Maria, "Mãe de Deus". Dogma definido no Concílio de Éfeso em 431, e baseado na idéia de que a sua maternidade diz respeito à pessoa inteira de Jesus. Portanto, se Jesus é homem e é Deus, Maria é mãe do homem Jesus e Mãe de Deus (?!) Fiquemos alerta que em lugar algum, o Novo Testamento a chama "Mãe de Deus". É mãe, sim, do filho de Deus. Nem "Mãe da Igreja". São ensinos estranhos ao evangelho. Mas foi "agraciada", bendita entre as mulheres, e exemplo corretíssimo de aceitação, obediência, dependência, submissão, subordinação e serviço a Deus.
O culto a Maria. Diz a doutrina da Outra Igreja que há três tipos de culto: latria (adoração exclusiva a Deus); hiperdulia (alta veneração só prestada a Maria); dulia(veneração aos santos, a lugares e objetos considerados santos). A Bíblia não se pronuncia sobre nada disso nisso! Ao contrário:
"Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam" (Êxodo 20.3-5).
A Bíblia não admite adoração a astros, estrelas, seres animais, pessoas humanas (Atos 10.25, 26), anjos (Apocalipse 22. 8,9). E cada vez que isso acontecia, Deus exercia Seu julgamento: é só ler o Livro de Juízes, os sermões dos profetas, ou casos, como a morte de Herodes (Atos 12.21-23).
O culto a Maria é uma desonra a Deus por causa da proibição do uso de imagens. É o problema de se acrescentar algo mais à verdade da Bíblia.
Pois não há sinais de veneração, culto, ou hiperdulia a Maria no Novo Testamento. Os magos do Oriente não prestaram adoração à estrela, nem a José ou a Maria, mas a Cristo (Mateus 2.11); seus presentes foram dados não a Maria ou a José, mas a Jesus; os apóstolos nunca oraram à mãe de Jesus nem lhe prestaram honras especiais; Pedro chamado o primeiro papa, Paulo e Tiago não a mencionam em suas cartas; mesmo João, que dela cuidou até sua morte, não a menciona (João 19.27). Instalada a Igreja no Pentecostes, o nome "dado entre os homens, em que devamos ser salvos" é o de Jesus (Atos 4.12). Um caso que poderia ter sido o primeiro de veneração a Maria foi rechaçado e corrigido na hora por Jesus:
"Ora, enquanto ele dizia estas coisas , certa mulher dentre a multidão levantou a voz e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que te amamentaste. Mas ele respondeu: Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus, e a observam" (Lucas 11.27, 28).
É chamada "Rainha dos Céus" (Regina Coeli) título monstruoso porque era dado à deusa da fertilidade de Canaã, Astarte: "Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres amassam a farinha para fazerem bolos à rainha do céu, e oferecem libações a outros deuses, a fim de me provocarem à ira" (Jeremias 7.18; cf. 44.17-19, 25).
O culto de Maria iniciou-se após o quarto século.
COMO OS EVANGÉLICOS A VÊEM
Honramos a Maria, mãe de Jesus, com a mesma homenagem que a Bíblia lhe presta: "bendita entre as mulheres" (Lc 1.42), e reconhecemos que ela foi o vaso que trouxe a água da vida, Ela não é a água da vida, o pão da vida, o caminho, a verdade, ou a ressurreição e a vida.
Com todas as gerações nós a chamamos "bem-aventurada" porque cria na palavra de Deus (Lucas 1.48), mas não a deificamos, cultuamos ou oramos a ela. Ao contrário, com ela cultuamos o Filho de Deus; não cultuamos através dela como se medianeira fosse. Essa é a ilusão do movimento "Peça à mãe que o filho atende", que não tem base na Bíblia, que, contrariamente, ensina "... tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda" (João 15.16; cf. 14.13, 14). Ou seja, "Peça ao Pai em nome do Filho, que Ele atende".
Nós a reconhecemos como "bem-aventurada", ainda, porque na sua dedicação à vontade de Deus, na sua fé, na sua obediência, é exemplo para nós. É exemplo e modelo a ser imitado não mais, porém, que outros do Antigo ou do Novo Testamento.
Nós a vemos como mulher de louvor, oração e piedade. Seu cântico em Lucas 1.46-55, e que se assemelha em forma e conteúdo ao de Ana (1Samuel 2. 1-10), é uma linda página de sensibilidade e profunda espiritualidade.
Atos 1.14 apresenta Maria em oração com outros crentes, sem ter, porém, autoridade e prioridade sobre o grupo. Piedosa, realizou todos os ritos fixados pela Lei: a circuncisão, a purificação, a apresentação no Templo, e ano a ano realizava uma peregrinação a Jerusalém na Páscoa. Após o nascimento de Jesus, trouxe duas ofertas. Uma era queimada (simbolizava completa rendição à vontade de Deus); a outra era oferta pelo pecado (cf. Levítico 2.22-24; 12.6-8).
Queremos insistir no fato que Maria foi mulher de profunda sensibilidade espiritual. Sua fé e sua disposição de servir a Deus nos chamam a atenção, por isso deu uma atenção cuidadosa, à educação de seu filho nas tradições religiosas do seu povo, o povo judeu.
Mas ela sabia que precisava de um Salvador (Lucas 1. 47). Tinha absoluta consciência de que Jesus era, não só humano, mas também divino e enviado por Deus (Gállatas 4.4) . Lucas 2.18 e 51 nos mostram que ela meditava cuidadosa, profunda e assiduamente sobre seus deveres. É o protótipo da mulher de reflexão; é o modelo, exemplo da esposa cristã ideal.
Maria deixou um mandamento: "Fazei tudo quanto Ele [Cristo] vos disser" (João 2.5). Confessa ter confiança plena no poder divino do seu filho.
"FAZEI TUDO QUANTO ELE VOS DISSER"
Que é o que Ele diz? Entre outros ensinos:
"Quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, porém, desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus" (João 3. 36).
"Quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo mas já passou da morte para a vida" (João 5.24).
"Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, salvá-la-á" (Marcos 8. 34,35).
Isso significa que é preciso um Salvador pessoal, fé nesse Salvador e obedecer-Lhe.

TEOLOGIA - A DOUTRINA DE DEUS

01-QUEM É DEUS?
Deus é Espírito, o Criador de todas as coisas. Criador do Universo, Criador dos homens, dos anjos, dos animais, de todos os elementos da Natureza, exemplos de água, ar e luz (Gênesis 1; João 4.24).
02 - QUAIS OS ATRIBUTOS DE DEUS ?
Atributos são as qualidades inerentes a Deus, próprias dEle. Dividem-se em dois: atributos incomunicáveis, que não podem ser transferidos ao homem (ONIPRESENÇA, ONISCIÊNCIA, ONIPOTÊNCIA, INFINITUDE e IMUTABILIDADE); atributos comunicáveis, os que podem ser transferidos ao homem (AMOR, SANTIDADE, JUSTIÇA, VERDADE). (Êxodo 3.14; Provérbios 5.21; 15.3; Atos 15.17-18; Tiago 1 17; Salmos 139.1-12; 147.13-18).
03 - QUER DIZER QUE DEUS NÃO TEM MÃE?
Nem pai. Deus é um Ser incriado, isto é, que existe sem Ter sido criado.
04 - COMO PROVAR A EXISTÊNCIA DE DEUS?
Conforme nos mostra Paulo em Romanos. 1.20, todas as coisas criadas sejam seres animados ou inanimados e o próprio Universo, mostram que somente um ser superior poderia criar todas estas coisas. Ainda no Salmos. 19. 1, o salmista declara que "Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra de suas mãos".
05 - COMO PODEMOS FALAR COM DEUS?
Em Mateus. 6.6 Jesus nos diz; "Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto, e, fechada a porta, orarás a Teu Pai,..." Orar é falar com Deus e não apenas falar mas também ouvi-lo. Devemos falar com Ele como se fala a um Pai, pois Ele é nosso Pai (João. 1.12). A oração é a forma de nos comunicarmos com Deus.
06 - O QUE SIGNIFICA SANTÍSSIMA TRINDADE ?
Há um só Deus em três pessoas distintas: o Pai é Deus; o Filho é Deus; o Espírito Santo é Deus. Embora na Bíblia não haja a expressão "Santíssima Trindade", a doutrina cristã do Deus trino está evidente em várias passagens das Escrituras. No batismo de Jesus, por exemplo, ouviu-se a voz do Pai: "Tu és o meu Filho amado em quem me comprazo" (Marcos 1.11). João Batista disse: "Eu vi o Espírito descer do céu como pomba e permanecer sobre Ele" (sobre Jesus) (João 1.32). Aí temos, portanto a manifestação das três pessoas da Trindade. A Trindade, ou seja, as três pessoas subsistentes em um só Deus, constitui um dos maiores mistérios da Divindade. Não pode ser entendida nem explicada à luz da lógica humana. A infinitude de Deus não cabe na finitude do homem.(Gênesis 1.1-2; 1.26; 3.15; João 1.1-14
07- QUAL A DIFERENÇA ENTRE CRIATURAS DE DEUS E FILHOS DE DEUS?
Deus é o Criador de todas as coisas, Criador dos homens e de tudo que há no Universo. Logo, os homens são CRIATURAS DE DEUS. Os homens somente passam à condição de FILHOS DE DEUS quando nascem de novo, ou seja, quando se arrependem de seus pecados e os deixam, crêem no Senhor Jesus e O aceitam como Senhor e Salvador: "Mas a todos os que O receberam, aqueles que crêem no Seu nome, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, filhos nascidos não do sangue, nem da vontade do homem, mas de Deus" (João 1.12-13; Mateus 5.9; 5.45; Romanos 8.14; 1 João 3.1).
08- QUAIS AS ALIANÇAS DE DEUS?
Aliança significa pacto, acordo, ajuste, concerto. Teologicamente, diz respeito a concerto entre Deus e o seu povo. O Antigo Testamento é chamado Antiga Aliança. E o Novo Testamento, Nova Aliança. O nosso Deus é Deus de alianças. Através delas, Ele, pelo seu imenso amor, nos dá a garantia de muitas bênçãos, se houver fé e obediência. A iniciativa do concerto sempre foi de Deus, que estabelece as condições. Vejamos:
CONCERTO COM ADÃO
A primeira aliança Deus fez com Adão e Eva, no Éden: deu-lhes a Terra e pleno domínio sobre os animais; deu-lhes fartura de alimento, abençoou-os e disse-lhes que deveriam frutificar e multiplicar. Mas estabeleceu condições: Não deveriam comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal. O princípio da obediência estava criado. Se comessem da árvore proibida, morreriam. Desobedeceram, quebraram a aliança, e experimentaram imediatamente a morte moral e espiritual, e, depois, a morte física. Convém lembrar que em todos os concertos há promessas de bênçãos, mas há a contrapartida da fé e fiel obediência. (Gênesis 1.27-30; 2.16-17; 3.2-20). Aliança adâmica ou edênica é como é conhecida a aliança com Adão.
CONCERTO COM NOÉ
Após o dilúvio, do qual se salvaram Noé e sua família, num total de oito pessoas (Gênesis 7.13), Deus falou: "Convosco estabeleço o meu concerto, que não será mais destruída toda carne pelas águas do dilúvio e que não haverá mais dilúvio para destruir a terra". Como sinal perpétuo dessa aliança Deus deixou o arco sobre as nuvens, conhecido como arco-íris. (Gênesis 9.11-17). Chamada aliança noética.
CONCERTO COM ABRAÃO
O concerto entre Deus e Abraão - aliança abraâmica - foi chamado "concerto perpétuo", porque extensivo às gerações vindouras e já apontando para o Reino Eterno de Cristo (Gênesis 17.7). Como parte da aliança Deus prometeu fazer de Abraão uma grande nação, e abençoar todas as famílias da terra através dele (Gênesis 12.2-3); dar a terra de Canaã aos seus descendentes, que seriam grandemente multiplicados: "E te farei frutificar grandissimamente e de ti farei nações, e reis sairão de ti" (Gênesis 12.7,15; 13.16; 15.5; 17.2,6,7,8,9). O concerto foi feito com Abrão, nome mudado por Deus para Abraão (pai da multidão) (Gênesis 17.39). Como parte da aliança, Abraão deveria circuncidar todos os machos, filhos e servos sob sua autoridade, como selo do conserto, e de aceitação de Deus como Senhor (Gênesis 17.10-14, 23). Deus prometeu estender a aliança a Isaque, o filho da promessa que iria nascer (Gênesis 17.16,19).
CONCERTO COM ISAQUE
Os termos da aliança foram renovados em Isaque: "Serei contigo e te abençoarei... multiplicarei a tua semente como as estrelas dos céus e darei à tua semente todas as terras. E em tua semente serão benditas todas as nações da terra. Eu sou o Deus de Abraão, teu pai. Não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua semente por amor de Abraão, meu servo" (Gênesis 26.2-5,24).
CONCERTO COM JACÓ
"Eu sou o SENHOR, o Deus de Abraão, teu pai, e o Deus de Isaque. Esta terra em que estás deitado te darei a ti e à tua semente. E tua semente será como o pó da terra... e em ti serão benditas todas as famílias da terra" (Gênesis 28.13-14). As alianças de Deus com seu povo provam que Ele é fiel à sua palavra. Para recebermos as bênçãos prometidas, fé e obediência são indispensáveis.
CONCERTO COM OS ISRAELITAS
Passados uns três meses da saída do Egito, Deus falou ao seu povo através de Moisés, ao sopé do monte Sinal (Horebe), para, basicamente, renovar e relembrar os termos do concerto com Abraão, Isaque e Jacó: a) a terra de Canaã seria deles; b) Deus seria o único Deus de Israel; o povo assumiria o compromisso de guardar suas leis e mandamentos; c) seriam castigados em caso de desobediência (Êxodo 6.3-8; 19.4-6; 23.20-25). Uma promessa que deve ser guardada no coração: "Agora, se diligentemente ouvirdes a minha voz, e guardardes a minha aliança, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos...vós me sereis reino sacerdotal e nação santa" (Êxodo 19.5-6). O pacto foi fechado quando o povo declarou: "Tudo o que o Senhor falou, faremos" (Êxodo 24.3). Deus requer de nós o firme propósito de acatarmos os termos de sua aliança. As leis que deveriam ser obedecidas eram a lei moral (aqui incluídos os Dez Mandamentos), a lei civil, a lei cerimonial.
RENOVAÇÃO DA ALIANÇA NAS PLANÍCIES DE MOABE
Antes da entrada na terra prometida, e após percorrerem o deserto durante 39 anos, os termos do concerto foram relembrados. A finalidade era de dar conhecimento das promessas divinas aos que nasceram durante a peregrinação, e fortalecer espiritualmente o povo para enfrentar o desafio conquistar a nova terra (Deuteronômio 4.44-26.19; 31.1-33.29). Os capítulos 27 e 28 tratam das maldições e das bênçãos decorrentes da rebeldia ou da obediência.
CONCERTO COM DAVI
O resultado mais imediato da aliança davídica foi o estabelecimento do reino do filho de Davi, Salomão, que deveria edificar um templo para o Senhor (2 Samuel 7.11-13); o reinado de Davi passaria aos seus descendentes: "Fiz aliança com o meu escolhido; jurei ao meu servo Davi: a tua descendência estabelecerei para sempre e edificarei o teu trono de geração em geração" (Salmos 89.3-4). A condição para o cumprimento dessas bênçãos seria a fiel obediência de Davi e de seus descendentes. A vinda de um Rei messiânico e eterno, da linhagem de Davi, estava implícito nesse concerto (Isaías 9.6-7). "Do trono de Jessé brotará um rebento, e das suas raízes um renovo frutificará (Isaías 11.1; Miquéias 5.2-4). Esse novo Rei seria chamado "O SENHOR, Justiça Nossa" (Jeremias 23.5-6).
A NOVA E ETERNA ALIANÇA EM CRISTO
A promessa de uma nova aliança está em Jeremias 31.31-33: "Vêm dias, diz o Senhor, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel e com a casa de Judá... porei a minha lei no seu interior, e as escreverei no seu coração. Eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo." A nova aliança foi selada com o sangue de Jesus, com seu sacrifício voluntário, com sua morte expiatória: "Isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, que é derramado por muitos, para remissão de pecados" (Mateus 26.28). A nova aliança é superior à antiga: "Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de UM MELHOR CONCERTO, que está confirmado em melhores promessas" (Hebreus 8.6). E as melhores promessas são: os que se arrependem têm seus pecados totalmente perdoados (Hebreus 8.12); um novo coração e uma nova natureza recebem aqueles que verdadeiramente amam e obedecem a Deus (Ezequiel 11.19-20); são recebidos como filhos de Deus (Romanos 8.15-16); têm experiência maior em relação ao Espírito Santo (Joel 2.28; Atos 1.5,8).
Como vimos, de aliança em aliança Deus prosseguiu na execução do seu plano de salvação dos homens, sempre oferecendo novas oportunidades. A primeira manifestação desse plano está em Gênesis 3.15: "E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e o seu descendente; este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar." Para isso, "Deus mandou o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."(João 3.16). Já não é mais necessário sacrifício de animais para reparar nossas culpas, como no antigo concerto. O sangue do "Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" manifestou-se por um ato único, perfeito e eficaz; o sacrifício voluntário de uma pessoa sem pecado - Jesus Cristo, que abriu o caminho da reconciliação do pecador com Deus.
09- DEUS TEM SETE ESPÍRITOS? QUAIS SÃO?
Em Apocalipse 3.1 lê-se: “E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas”. É evidente que Deus não possui sete Espíritos. Em algumas versões a palavra ESPÍRITOS está no singular e em minúsculas. Esta passagem não pode ser interpretada em sua forma literal. O Novo Comentário da Bíblia, volume II, Edições Vida Nova, registra o seguinte comentário de Kiddler: “Quando reconhecemos que o ‘sete’ em cada caso tem a idéia de unidade e integridade, ao invés de diversidade, de tal modo que devemos pensar dum só Espírito e de uma só Igreja, em vez dos sete Espíritos e das sete igrejas, então temos em vista uma possível solução... Os sete Espíritos e as sete estrelas desta forma significam o Espírito profético e o caráter celeste da Igreja, que o Espírito vivifica”.
10- QUEM EXISTE NO CÉU? NO LUGAR QUE DEUS ESTÁ?
O Céu é a habitação de Deus ( Pai, Filho e Espírito Santo), dos santos anjos e dos que morreram na fé em Cristo. Para lá irão também todos os crentes em Jesus, pois a Palavra diz: “Todo aquele que vive e crê em mim, nunca morrerá” (João 11.26). Jesus disse ao ladrão na cruz: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23.43). Paulo declara: “Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor” (Filipenses 1.23). Somos cidadãos do Céu. A Terra é uma morada provisória. Nossa verdadeira cidadania está no Céu (1 Pedro 2.11). Embora ainda estejamos nesta vida terrena, temos estreita ligação com o Céu, nossa última morada: conversamos diariamente com nosso Pai; nossos nomes estão escritos nos livros do Céu; somos protegidos pelos anjos de Deus; o Espírito Santo está em nós; somos o Corpo de Cristo; Cristo nos outorgou poderes para fazermos as mesmas obras que Ele fez na Terra; nossos atos são regulados segundo o padrão da Palavra de Deus; somos filhos de Deus, “e, se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados” (Romanos 8.17).
11- COMO ENTENDER O JULGAMENTO DE DEUS?
Seremos julgados e/ou justificados (salvos) somente por Deus?
Romanos 8:33: "É Deus quem os justifica".
Efésios 2:8-9: "É pela graça que sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é Dom de Deus - não das obras, paraque ninguém se glorie.
RESPOSTA:
É claro que somente Deus pode julgar. Jesus é o Justo Juiz que julgará com justiça (Atos 10.42). Veja o exemplo de um rio: é preciso que exista o leito (a fé) para a água fluir (a graça).
somente pela fé?
Romanos 3:20-28:"Por isso ninguém será justificado diante dele pelas obras da lei (...) pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, e são justificados gratuitamente pela sua graça (...) concluímos pois que o homem é justificado pela fé, sem as obras da lei".
Gálatas 2:16: "Sabemos que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, também temos crido em Jesus Cristo para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei, porque pelas obras da lei ninguém será justificado".
RESPOSTA:
A fé é indispensável: Quem nEle crê [em Jesus] não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porque não crê no unigênito Filho de Deus (Jo 3.18).
Somente pelas obras?
Romanos 2:6: "Deus recompensará a cada um segundo as suas obras".
Pela fé e pelas nossas obras?
Tiago 2:24,26: "Vedes então que o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé (...) Assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem as obras é morta".
RESPOSTA:
As más obras revelam uma vida não regenerada por Jesus Cristo. Logo, as obras revelam a fé, porque a fé sem obras é inoperante (Tiago 2.14,17, 20). Ademais somos salvos para as boas obras (Efésios 2.10). Não valem para a salvação as obras não decorrentes da fé no Senhor Jesus, fé que compreende reconhecer Sua divindade, morte e ressurreição. É por isso que Efésios 2.8 diz que ninguém compra sua salvação com seu próprio esforço (obras). A fé salvífica que produz salvação leva ao arrependimento, que leva ao perdão, que leva à salvação.
Ou pelos caminhos?
Ezequiel 7:3... "te julgarei conforme os teus caminhos ..."
Ezequiel 7:27: "Conforme o seu caminho lhes farei, e com os seus próprios juízos os julgarei".
Ezequiel 18:30: "Portanto, eu vos julgarei, a cada um conforme os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor Deus".
RESPOSTA:
O homem tem o livre-arbítrio para escolher o caminho bom ou mau. O bom caminho temor a Deus, obediência à Sua palavra, etc,- o levará à Vida Eterna. O outro, à morte eterna. De acordo com o caminho escolhido, será o homem julgado.
Ou pelo proceder e pelo mérito das obras?
Jr 17:10 "Eu sou o Senhor que esquadrinho o coração, e que sondo os afetos; eu dou a cada um segundo o seu proceder, e segundo o mérito das suas obras".
RESPOSTA:
As boas obras são as que se originam no coração do homem temente a Deus e crente no Senhor Jesus. A Deus ninguém engana porque Ele esquadrinha o coração. Às vezes o homem pensa que está operando boas obras, mas Deus diz: Enganoso é o coração... (Jeremias 17.9).
Ademais, não devemos nos preocupar sobre o nosso julgamento porque, como disse, o Justo Juiz julgará com justiça. Cabe a Ele sopesar o mérito ou demérito. É SÓ CRER EM JESUS CRISTO; ACEITÁ-LO COMO SENHOR E SALVADOR; DEIXAR OS PECADOS, E DORMIR TRANQÜILO. Não devemos ficar ansiosos quanto ao nosso julgamento. O justo viverá pela fé. A verdade é que as obras isoladas não salvam. Fosse assim, um ateu caridoso iria para o céu.
12- COMO COMPREENDER O ARREPENDIMENTO DE DEUS?
Deus nunca muda de idéia nem se arrepende do que faz?
(Malaquias 3:6) "Eu, o Senhor, não mudo. (Números 23:19) Deus não é homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa. (1Samuel 15:29) Aquele que é a Glória de Israel não mente nem se arrepende; pois não é homem para que se arrependa...".
Volta atrás e se arrepende?
(Êxodo 32:14) "Então o Senhor se arrependeu do mal que dissera havia de fazer ao seu povo. (Gênesis 6:6-7) Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra, e isso lhe pesou no coração (...) pois me arrependo de os haver feito. (Jonas 3:10) Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria, e não o fez. (2Reis 20:1-7) Ezequias adoeceu e o profeta Isaías disse: Assim diz o Senhor: Põe a tua casa em ordem, porque morrerás e não viverás. Ezequias orou ao Senhor e chorou muitíssimo. Então o Senhor fez Isaías voltar e falar para Ezequias que tinha ouvido as orações e o curou"
(Gênesis 18:23-33) Abraão consegue convencer a Deus que não deveria destruir a cidade de Sodoma se lá encontrasse pelo menos 10 justos. No início todos seriam destruídos, justos e ímpios, mas com a interferência de Abraão, que demonstrou ser um excelente argumentador, o Senhor amoleceu o coração e passou a ser mais condescendente. Dos 50 justos que havia falado anteriormente, se conformou em procurar apenas dez.
RESPOSTA:
De fato, na Sua essência, Deus não muda. Deus perfeitíssimo não poderia melhorar a Sua perfeição ou piorá-la. O que mudam são as circunstâncias. Com o vento soprando em uma única direção o navegador poderá mudar a direção do seu barco, para a esquerda ou para direita, dependendo da posição que toma. Uma casa não muda de lugar, mas podemos dizer que ela está ora à esquerda, ora à direita, dependendo da posição de quem a observa. É grosseira a comparação, mas auxilia na compreensão da natureza de Deus, no caso sob comentário. Em todos os casos sob análise o que mudou não foi Deus, mas as circunstâncias mudaram. Às vezes o arrepender-se de Deus é sinônimo de tristeza, como no caso da criação do homem (Gênesis 6). Após criar o homem, Deus disse que tudo que tinha feito era muito bom (Gênesis 1.31). Depois da queda, o homem mudou, as circunstâncias mudaram, e Deus se entristeceu da lastimável situação de sua criatura. Deus é Justiça e Misericórdia. A intercessão de Abraão, no caso da destruição de Sodoma e Gomorra, moveu a misericórdia de Deus. O clamor do rei Ezequias moveu a misericórdia de Deus. O clamor de Moisés moveu a misericórdia de Deus e todos não foram eliminados no caso do bezerro de ouro. A intercessão de Jonas, o arrependimento e jejum dos ninivitas mudaram as circunstâncias, então houve mudança da atitude de Deus com relação àquela cidade (Livro de Jonas). Da mesma forma, hoje acontece a mesma coisa. Todos os homens estão sob condenação eterna, porque todos pecaram e destituídos estão da salvação (Romanos 3.23). Todavia, se houver arrependimento e séria intenção de deixar o pecado; se houver fé no Senhor Jesus, na Sua morte e ressurreição, ou seja, mudadas as circunstâncias, muda a atitude de Deus, e o homem será salvo. O princípio é este: mudando as circunstâncias, Deus poderá mudar suas atitudes. Lembremo-nos de que Deus é soberano na Sua vontade. Uma casa é um bem imóvel, mas ela poderá nos abrigar dependendo do lado em que estejamos. Dentro dela é o melhor lugar. A mesma coisa não ocorre se estivermos em cima dela ou do lado direito, esquerdo, na frente ou detrás. Estes esclarecimentos são apenas uma ajuda para quem está em dificuldade de compreender como Deus age em determinadas circunstâncias. A verdade é que nunca iremos compreender plenamente os mistérios de Deus e Sua natureza, mas sabemos que Ele é bom e nos ama, e está sempre pronto a socorrer-nos em nossas dificuldades. Todavia, veja o que Ele diz: SE O MEU POVO, QUE SE CHAMA PELO MEU NOME, SE HUMILHAR, E ORAR E BUSCAR A MINHA FACE, E SE CONVERTER DOS SEUS MAUS CAMINHOS, ENTÃO EU OUVIREI DOS CÉUS, E PERDOAREI OS SEUS PECADOS, E SARAREI A SUA TERRA (2 Crônicas 7.14).
13- O QUE É COMO SE MANIFESTA O REINO DE DEUS?
O REINO DE DEUS é a manifestação do poder de Deus aqui na Terra. Jesus disse: "Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, é conseguintemente chegado a vós o Reino de Deus" (Mateus 12.28). Não é um reino vinculado ao domínio social ou político sobre as nações ou reinos deste mundo, que continuará inimigo de Deus e do seu povo. Somente na plenitude dos tempos é que o Reino de Deus se manifestará com força e com juízo. Os milagres, as curas, a renovação espiritual (novo nascimento) são manifestações do Reino, algumas visíveis, outras invisíveis aos nossos olhos. Somos soldados desse Reino; somos participantes desse Reino. A condição para entrar nesse reino é: "Arrependei-vos e crede no evangelho" (Marcos 1.15). O Reino de Deus está na Terra para destruir as obras do diabo (Lucas 4.18). A máxima evidência de que pertencemos a esse Reino é termos uma vida de justiça, paz, e alegria no Espírito Santo, com o que somos luz do mundo e sal da terra e damos testemunho, como nosso exemplo, das nossa fé no Senhor Jesus, fé obediente. Assim, o Reino de Deus está em nós e nós estamos nele. Mas para entrarmos nesse Reino é preciso um esforço. Precisamos romper com o pecado, com os prazeres mundanos, com as práticas pecaminosas, e exercer pleno domínio sobre os desejos da carne (Mateus 11.12). Os participantes desse Reino possuem uma procuração passada por Jesus, com poderes plenos para, em Seu nome, destruir as obras de Satanás (Marcos 16.17-18).
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