quarta-feira, 4 de abril de 2012

As razões de casamento e divórcio entre cristãos




Conversando com irmãos em Cristo sobre as razões de haver tantos casamentos desfeitos ou infelizes entre cristãos, chegamos à conclusão de que muitos tanto dos que têm fé em Jesus quanto dos que não têm estão se casando pelas razões erradas. Pelas estatísticas do IBGE, a porcentagem de divórcios entre cristãos e não cristãos no Brasil é igual. No passado, os casamentos eram negociações entre famílias, em que os pais arranjavam a união de seu filhos visando à manutenção de riquezas ou a ampliação de fortunas, os maridos arranjavam amantes, as esposas cuidavam dos filhos e tudo seguia como mandava o figurino da época. Era uma relacionamento utilitário em sua grande maioria. Mas do século passado para cá os indivíduos se emanciparam, o sexo feminino foi para o mercado de trabalho, elas se tornaram e consumidora e eleitoras e tudo mudou. O que passou a ditar a escolha do marido ou da esposa passou a ser, em teoria, mas essencialmente, o sentimento. Homens passaram a se casar não mais com a filha do homem mais rico da região, mas sim com aquela que fazia seu coração acelerar. Já elas passaram a votar, trabalhar, consumir e dispensaram o dote, tomando como razão de seus relacionamentos o sentimento.

Ou não?

Por que não? Bem, até aqui falamos da sociedade como um todo. Mas agora pensemos somente na igreja, que tem valores e práticas diferentes do mundo. Ou… deveria ter. Porque nem todas as servas e os servos de Deus estão baseando seu relacionamento naquela que biblicamente é a motivação maior do casamento: o amor. Semana passada, durante três dias, lancei uma enquete aqui no APENAS com duas perguntas: “Qual deve ser a grande motivação de um cristão para se casar?” e “Se o cristão não encontrar uma pessoa que preencha o quesito que você apontou ele deve aguardar solteiro pelo tempo necessário ou deve casar-se assim mesmo?”. Naturalmente eu sei que essa está longe de ser uma pesquisa feita com metodologias cientificas, mas ao mesmo tempo o anonimato dos votantes garantiu que entre os 3.910 irmaos e irmãs que votaram houve sinceridade nas respostas. Ou seja: não clicaram na opção politicamente correta (a versão oficial, aquilo que falam para a família, a igreja e a sociedade), mas sim o que de fato as (os) motiva a se unir a alguém em matrimônio. Lembre-se: estamos falando de crentes. E aí voltamos ao “por que não?”. Porque, ao contrário do que um irmão do twitter, por exemplo, comentou, que “é lógico que todos vão votar na opção amor”, houve surpresas que valem a pena analisar.

Eu confesso que esperava que mais cristãos soubessem que o amor é o grande alicerce e a grande razão de um casamento. No entanto, só 81.1% assinalaram essa resposta. A meu ver, uma porcentagem baixíssima. Veja: Deus é amor. 1 João 4.16 diz: “Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele”. O maior mandamento de todos tem como essência também o amor: “Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas” (Mateus 22.37-40). Além disso, nosso relacionamento com Jesus tem como maior valor o amor: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.” (João 14.21). O que une as pessoas da Trindade é… adivinha? “O Pai ama ao Filho” (João 2.35a). O fruto do Espírito de Gálatas 5.22,23 traz entre suas virtudes o amor. A Bíblia é amor de Gênesis a Apocalipse. Mesmo a ira e a justiça de Deus são expressões de seu amor.

Ou seja, amor é a essência de Deus, é o que determina nossa relação com Ele e com nosso próximo, é o fundamento de nosso relacionamento com Jesus e é o que une as pessoas da Trindade. Ou seja: o amor é o cerne de tudo.

Tá, mas… o que é amor? Não vamos entrar aqui pelos caminhos da interpretação do grego, eros, ágape, phileo, storges etc, vamos falar apenas da essência. E a essência está no conhecidíssimo João 3.16: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Isso é amor. É sentimento e ação. Começa no sentimento e não em um aspecto racional. Foi o afeto, o carinho, o cuidado, a preocupação, o ciúme, o zelo de Deus por seu povo (o coração do Senhor) que o levou à ação de enviar o Filho. Já ouvi pregadores dizerem que “amor é decisão”. Discordo. Perdão é decisão. Amor? Não se escolhe. Não escolho quem amo ou deixo de amar. Apenas amo e a partir daí ajo segundo esse sentimento, esse bem-querer, esse afeto. É algo que começa dentro, no abstrato, e se torna atitude, concreta. Do mesmo modo que é bobagem um pregador dizer “sinta a presença de Deus” (isso não é coisa que se sente porque alguém mandou), diga a uma mãe: “Decida parar de amar seu filho hoje” e depois pergunte a ela se parou. Não funciona assim. Pois amor não nasce na razão. Não se constrói: para erguer um prédio é preciso haver tijolos.

E aí chegamos ao amor daqueles que foram feitos à imagem e semelhança de Deus; que devem ser imitadores de Cristo; que não vivem mais eles, mas Cristo vive neles; dos que foram transformados para viver em novidade de vida segundo Cristo. É evidente que, se o amor é o que norteia a essência e as ações do Criador, também deve ser a nossa bússola. Paulo diz em Efésios 5.1,2: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e ANDAI EM AMOR, como também Cristo nos AMOU e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave”. Logo: Exortar? Em amor. Evangelizar? Em amor. Discipular? Em amor. Perdoar? Em amor. Consolar? Em amor. Liderar? Em amor. Obedecer? Em amor. Edificar? Em amor. Relacionar-se? Em amor. Viver? Em amor. Casar?

Adivinha…

Veja o que o apóstolo Paulo diz em Efésios sobre o casamento: “Maridos, AMAI vossa mulher, como também Cristo AMOU a igreja e a si mesmo se entregou por ela”. Sim, aqui fica claro o que deve levar um homem a unir-se a uma mulher: a mesma virtude que fez Cristo se entregar por nós. E essa não é uma prerrogativa somente masculina. O mesmo principio aplicado aos homens aplica-se à mulheres. Veja o que as Escrituras dizem em Tito 2: “Quanto às mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias em seu proceder, não caluniadoras, não escravizadas a muito vinho; sejam mestras do bem, a fim de instruírem as jovens recém-casadas a AMAREM ao marido”. Sim, novamente, o amor.

Gênesis 29 mostra que Jacó queria se casar com Raquel, mas o pai dela, Labão, só a daria a ele se por 7 anos trabalhasse para o futuro sogro. E veja o que diz o texto: “Assim , por AMOR a Raquel, serviu Jacó sete anos; e estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a AMAVA”

A Bíblia é clara: a grande motivação de um cristão para se casar é o amor. O resto vem depois. Leve-se o tempo que se levar até encontrá-lo ou poder concretizá-lo. Como Jacó amava, 7 anos foram como poucos dias. E assim deve ser conosco.

Resumo da ópera: se não for por amor, o casamento é antibíblico.

E aí chegamos aos resultados da enquete. Cerca de 19% dos cristãos votantes deram razões diferentes do amor para se casar. Quando se vê que a taxa estimada de divórcios entre casais cristãos é de 24%, dá para desconfiar que os que se casam pelas razões erradas estão estatisticamente a um passo da infelicidade e, logo, da separação. Os itens incluídos na pesquisa foram selecionados com base naquilo que os internautas e as pessoas a quem dou aconselhamento justificam como tendo sido o motivo para se casar. A opção “outros” foi a segunda mais votada, com 8,9% dos votos. Isso deixa claro que esses quase 9% dos irmãos não creem no amor como a causa principal da únião de um casal, embora não possamos saber exatamente as razões que alegariam aqui.

Já a terceira causa apontada foi, para o meu espanto, “profecia ou revelação de Deus”: 3,42% acreditam que quem vai apontar seus futuros cônjuges será um profeta, um “vaso”. Ou seja: ainda que não haja amor, se um “homem usado” ou uma “varoa de fogo” disserem que fulano ou fulana é “sua bênção”, uma expressiva parcela da Igreja vai seguir vozes humanas de terceiros na escolha de seus cônjuges. Detalhe: isso é antibíblico. Em momento algum do Novo Testamento vemos o dom de profecias sendo apontado como “dom casamenteiro”. Mas muitos ainda estão presos a essa antiga crença pentecostal (e falo como pentecostal que sou) de que “Deus usou o vaso e disse que fulano era minha bênção”. O problema não está no dom em si nem em seu uso: está na total ausência de autorização bíblica para que o dom de profecia ou o de palavra de conhecimento (a popular “revelação”) sejam usados na escolha do cônjuge. Casar por profecia é simplesmente má cultura popular pentecostal, não é teologia bíblica.

Em quarto lugar na enquete ficou um fator bíblico que influencia a resposta: o “não abrasar-se”. Foram 3,08% dos votos. A base dessa resposta está em 1 Coríntios 7: “E aos solteiros e viúvos digo que lhes seria bom se permanecessem no estado em que também eu vivo. Caso, porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado”. A leitura desses dois versículos podem passar a impressão que Paulo está pondo o sexo como a causa central para um casamento. Como se ele dissesse “Segura as pontas, mas se a tua libido estiver te deixando doido é melhor se casar, para ter um corpo humano à sua disposição e, assim, poder desfrutar dele sem viver com vontade de fazer sexo”. Além de ser algo animalesco, unir-se a alguém só para poder saciar os desejos sexuais é um erro hermenêutico. Tomar esses dois versículo isolados do resto da Bíblia é fazer violência às Escrituras. Esse versículos devem ser vistos à luz do todo, como a hermenêutica bem nos ensina. Aqui, a questão do sexo é indissociável do amor. Qualquer pessoa que teve uma conversão após ter sido iniciado sexualmente sabe o horror que é sexo sem amor: consumado o ato, a vontade é sumir e não olhar mais para a cara da pessoa. Com amor é totalmente diferente. Então aqueles que pensam no sexo, no “não abrasar-se”, como a causa principal do matrimônio, estão errando por interpretar mal as Escrituras, por construir uma “doutrina” a partir de versículos isolados do restante das Sagradas Letras. No contexto da Bíblia, o que Paulo está dizendo é: “Você ama seu (sua) noivo (a) e está difícil conter os impulsos sexuais? Então não demore a se casar”.

Quinto fator mais votado, com 1,03% dos votos é o “receio de ficar só”. Aqui fica clara a confusão que existe na mente das pessoas sobre as funções e as motivações que devem levar alguém a se casar. O medo da solidão é compreensível e humano. Mas novamente o problema é a falta de base bíblica para essa justificativa. “Não é bom que o homem viva só”, disse Deus, e deu a Adão alguém para fazer-lhe companhia, certo? Errado. Deu-lhe alguém para amar. Contra a solidão Deus inventou um santo remédio: amigos. Amizades, irmãos da igreja, parentes de sangue, muitas são as opções. Mas usar o casamento para aplacar a solidão é – expressão que ouvi recentemente – usar uma máquina de café para fazer pipoca. Uma coisa tem finalidades totalmente diferentes da outra. E se você jogar milho na cafeteira… prepare-se para o desastre. Então partir para um matrimônio com medo de ficar só demonstra falta de entendimento de que com Deus nunca estamos sós, em primeiro lugar. Mas aí entra o fator humano, ok, sejamos carinhosos. Se mesmo tendo Jesus em sua vida você sente falta de companhia humana, envolva-se em grupos de comunhão da igreja, faça amigos, busque contato com pessoas. Mas casar-se para isso? É anticristão.

Carência afetiva, pressão da igreja e desejo de ter filhos empataram em sexto lugar, com 0,68% dos votos. Analisemos cada item. Carência afetiva demonstra pessoas que não se bastam a si mesmas. Precisam de alguém que as elogiem, que lhes digam que são importantes, que exaltem-nas. Em geral isso tem origem em problemas da infância que geraram uma baixa autoestima. Novamente não há na Bíblia base para tratar essa questão por meio do casamento. É muito mais um problema a ser tratado em gabinete pastoral ou em consultório psicológico (e não há demérito algum em buscar auxílio psicológico) do que numa noite de núpcias. A pessoa precisa aprender a se amar sem precisar de um cônjuge que a ame por ela.

No caso da pressão da igreja isso é o absurdo dos absurdos. Decidir casar-se é uma opção individual que virá quando a pessoa certa chegar e não na hora em que a congregação quiser. Tive uma aluna de seminário que tinha decidido não se casar (uma opção de vida bíblica). A pobre era metralhada com piadinhas e gente tentando empurrar namorados para ela dia após dia. O cristão tem que perder esse péssimo hábito de cobrar dos irmãos o casamento. É uma fixação incômoda da Igreja e precisa parar, pois isso cria ansiedades e tomadas de decisão erradas. Se você conhece um solteiro na sua igreja não fique perguntando “e aí, quando sai o casório?!”. Você pode estar colaborando para um futuro adultério, divórcio ou coisa pior. Deixe cada um decidir sua vida, não ponha jugo sobre o pescoço de ninguém. Conduzir os irmãos a um caminho errado é pecado. A vida não é sua, não será você a arcar com as consequências então…não force a barra.

A enquete indicou ainda os 0,68% que veem como causa principal do casamento ter filhos. Isso é um erro gravíssimo do ponto de vista bíblico. Escute bem: filhos são a consequência e não a causa de um casamento. Quem casa para ter um doador doméstico de sêmen age de modo torpe. Engana o marido, faz votos mentirosos no altar, põe o carro na frente dos bois e subverte a ordem natural que Deus criou para a humanidade. Primeiro houve a Trindade. Depois Cristo nos fez filhos. E a Trindade não existe em função de seus filhos. Do mesmo modo, primeiro vem o casal, unido em amor, e depois os filhos – o resultado desse amor. Primeiro cresce a árvore, depois nascem os frutos. 2 Coríntios 12.14 diz “Além disso, os filhos não devem ajuntar riquezas para os pais, mas os pais para os filhos”. Veja que essa passagem fala de herança, de legado, de uma ordem lógica. Os pais vêm primeiro, depois os filhos. Essa é a sequüência bíblica. Pensar nos filhos antes do pai ou da mãe é pura subversão dos propósitos de Deus em se tratando de motivações para o casamento. Logo, é pecado.

Penúltimo mais votado: “Pressão da família”, com 0,34% dos votos. Pobre de quem se casa por pressão da família. Une-se a quem não ama por insistência de quem ama. Por amor vive o desamor. Por esses só nos resta orar. E, por fim, com zero voto, “idade”. Aqui eu vejo a imperfeição da minha própria pesquisa, a famosa “margem de erro” em ação. Certamente são muitos, em especial mulheres, que se casam para “não ficar para titia”. Outro dia ouvi de uma irmã “Deus me livre de chegar aos 40 solteira e sem filhos!”. Sim, aqui a enquete falhou. Pois certamente há as que se casam porque todas as amigas já se casaram e elas ficaram por último. “Sobraram”. Querem viver o sonho da Cinderela. Querem entrar de branco na igreja. E o primeiro que passar pela frente disposto a topar a parada será a vítima.

A segunda pergunta

A segunda pergunta da enquete era “Se o cristão não encontrar uma pessoa que preencha o quesito que você apontou ele deve aguardar solteiro pelo tempo necessário ou deve casar-se assim mesmo?”. Aqui suspirei aliviado. A esmagadora maioria demonstrou o entendimento que Jacó demonstrou ao esperar o tempo que fosse pela amada. O entendimento de que não existe tempo certo, mas a pessoa certa: 94,95% afirmaram que é melhor permanecer solteiro pelo tempo necessário do que se casar pelas razões erradas. E, lamentavelmente, 5,05% disseram que seja qual for a razão que leve alguém ao altar, o melhor é se casar do que viver solteiro. Sinto pena por esses 5,05%, pois estão pondo como indispensável algo que o próprio Paulo disse que não era. Acredite: a Bíblia não considera o casamento imprescindível.

Veja que interessantes as palavras do apóstolo em 1 Coríntios 7.36-40: ”Entretanto, se alguém julga que trata sem decoro a sua filha, estando já a passar-lhe a flor da idade, e as circunstâncias o exigem, faça o que quiser. Não peca; que se casem. Todavia, o que está firme em seu coração, não tendo necessidade, mas domínio sobre o seu próprio arbítrio, e isto bem firmado no seu ânimo, para conservar virgem a sua filha, bem fará. E, assim, quem casa a sua filha virgem faz bem; quem não a casa faz melhor. A mulher está ligada enquanto vive o marido; contudo, se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor. Todavia, será mais feliz se permanecer viúva, segundo a minha opinião; e penso que também eu tenho o Espírito de Deus”. Ou seja: Paulo diz que o casamento não é obrigação e não há idade para ele: o mesmo se aplica a virgens e viúvas. E, pela enquete, 95% da a Igreja estão conscientes de que é melhor permanecer solteiro pelo tempo que for do que se casar errado. Mesmo que essa consciência não se reflita da prática, pois embora saibam disso muitos se casam por razões esdrúxulas como “profecias” e “para ter filhos”.

Conclusão

Há muitos e muitos cristãos infelizes no casamento. Cerca de 1/4 dos casais cristãos acaba se divorciando e, pelo que mostra a enquete, isso ocorre porque se casaram por qualquer outra razão que não o amor, que é a motivação bíblica. Está você solteiro? Não tenha pressa. Não ceda a pressões. Não use cônjuges para realizar sonhos. Respeite aquele com quem você vai se casar. E, biblicamente, esse respeito se traduz em chegar até ele e dizer-lhe na cara, sem um pingo de dor na consciência pelo que está dizendo: “Meu amor, estou me casando com você porque te amo tanto que daria minha vida por você, como Cristo amou a Igreja”". Essa é a afirmação bíblica. Qualquer outra razão que tornasse essa frase uma mentira é puro mundanismo travestido de Cristianismo.

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