domingo, 8 de abril de 2012

Governador do Rio, Sérgio Cabral, conclama para que os homossexuais “saiam do armário” e se identifiquem

por PAULO TEIXEIRA

Eu conclamo a todos os membros do governo que no dia da parada gay se identifiquem“, discursou o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, durante cerimônia de instalação do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros).

Onde estão os líderes evangélicos do Rio de Janeiro ( e não são poucos ) que usaram e abusaram, em 2006, do seu poder de liderança e conclamaram os seus rebanhos a votarem em Cabral, mesmo sabendo desta posição de Sérgio Cabral ?

Onde estão aqueles que usaram os microfones de uma grande rádio FM do Rio de Janeiro para tentar passar aos ouvintes que Cabral era o candidato dos evangélicos ? Tem um líder, inclusive, que tem programa de TV, em rede nacional, e defende suas posições de forma enfática que defendeu, de forma veemente, a eleição em Cabral. ONDE estão eles agora ? Calam-se por que ?

Cabral deve vir como candidato à reeleição ao Governo do Estado ou, como dizem alguns, como candidato a vice-presidente de República.

O HOLOFOTE estará atento para ver se algum líder evangélico terá coragem de, em 2010, levar Cabral na igreja, nas convenções, nas reuniões.

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Sérgio Cabral na Parada 2008

Leia a matéria abaixo:

Minc critica Igreja ao lançar conselho para público LGBT

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, criticou a Igreja em discurso ontem no Palácio Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro, durante cerimônia de instalação do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros).

“Tem alguns momentos em que a Igreja erra feio. Um deles é a questão da camisinha. Se a gente fosse atrás da Igreja, quantas pessoas não estariam doentes?”, discursou o ministro, em meio a aplausos da plateia.

“Outra questão é a da homofobia. Como é que uma religião pode dizer que é fraterna e solidária com todos se pressiona os parlamentares a não aprovarem a lei que criminaliza a homofobia?”, indagou, em seguida, o ministro. Para ele, quem cria obstáculos à aprovação do projeto de lei “é corresponsável pela multiplicação dos crimes que nada têm de fraternos e solidários”. Segundo Minc, 3 mil pessoas morreram no País em dez anos por causa de crimes homofóbicos.

Também em discurso, o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) foi aplaudido ao defender que funcionários públicos do Estado “saiam do armário”. “Quando se vai a São Francisco, a Nova York, na parada gay, aparece a polícia uniformizada, os gays da polícia assumindo. A Polícia Civil, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros, a Defensoria, eu conclamo a todos os membros do governo que no dia da parada gay se identifiquem.” O governador disse que já lançou o desafio ao secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, mas reconheceu que ele “ficou olhando com aquela cara de gaúcho invocado”.

Minc e Cabral foram os autores, quando parlamentares, da lei estadual que já garantiu direitos previdenciários a cerca de 200 companheiros de ex-funcionários públicos homossexuais. O ministro se disse um defensor também da “biodiversidade sexual”.

Para o coordenador do Programa Estadual Rio Sem Homofobia, Cláudio Nascimento, o conselho será um canal com o governo para estabelecer políticas e fiscalizar as já existentes. “Vamos garantir a todos os homossexuais que assumirem dentro das secretarias que não haja situação de discriminação e preconceito.” Segundo ele, serão investidos R$ 4 milhões este ano na criação do Disque Cidadania LGBT, de oito centros de referência, e na formação de policiais civis e militares sobre diversidade sexual e combate à homofobia.

Fonte: Agência Estado

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