quarta-feira, 4 de abril de 2012

Novo Casamento Para Recém-convertido

Antes de conhecer o evangelho fui casado, mas divorciei-me e agora conheci uma pessoa cristã, pretendo aceitar a Cristo e casar-me com ela; como fica minha situação? Deus me perdoará pelo tempo de ignorância, ou para viver ao lado de Cristo terei que viver sozinho o resto de minha vida?

Estou feliz em perceber como o Espírito Santo tem trabalhado com você!! Você está passando pela experiência mais linda que um ser humano pode vivenciar neste mundo: a conversão. Tenha a certeza de que Deus lhe aceita do jeito que você é e está. Se confessarmos os nossos pecados Ele é fiel e justo para nos perdoar de todas as nossas iniqüidades (1 João 1:9), lançando-as nas profundezas do mar, para nunca mais delas se lembrar (Miquéias 7:19).

Isto significa sua justificação pelos méritos de Jesus, para entrar na graça de Deus, segundo Sua misericórdia. Mediante isto, pela fé, você está salvo em Jesus. Ele realmente não leva mais em conta o tempo da ignorância (Atos 17:30). As coisas passadas já se desfizeram (2 Coríntios 5:17) e você é uma nova criatura! Portanto, para assuntos de salvação, todas estas passagens que você me citou têm realmente esta aplicação.

Entretanto, salvação e casamento são assuntos diferentes, embora em muitos aspectos interdependentes e até harmonizantes. Falei de salvação, agora vamos tratar de casamento.

Esta fase que você esta passando é também outra faceta muito bonita da vida. Fico feliz por você. É muito bom amar e ser amado. E parabenizo-lhe por estar interessado em construir um relacionamento segundo o coração de Deus. Isto, se feito assim, lhe trará muita felicidade.

Para este assunto, não tenho uma resposta final para você. A impossibilidade de lhe dar um conselho completo esta na limitação do conhecimento que tenho de você, sua namorada, ex-esposa, de todo o contexto enfim, me compreende?

A visão bíblica sobre casamento é a seguinte. Um homem solteiro sai de seu lar e, segundo os critérios de aprovação de sua comunidade, se une a uma mulher solteira que também esta saindo de seu respectivo lar, em habitação e compartilha da vida, sem reservas. Espiritualmente falando, para Deus, a união se formaliza mediante o contato sexual, onde os dois se tornam uma só carne. Isto esteve no plano original de Deus para o ser humano, mesmo antes da intromissão do pecado no mundo. Isto é parte do plano criador de Deus para o ser humano. Os dois tornando-se um, formam uma nova unidade criada de Deus, indivisível, inseparável. É por isto que, nos planos de Deus, não existe a possibilidade do divorcio. E é por isto que, se alguém adultera está rompendo uma instituição estabelecida por Deus. Está, em anomalia, fazendo um ato confuso. Rasgando em dois um ser único (o casal) e enxertando a metade rasgada (si mesmo) em um outro ser vituperado (amante). Somente aí, para Deus, termina o casamento, o que é pecado. Mas... digamos que um dos cônjuges resolva pecar assim; não esta no poder do outro cônjuge, impedi-lo de pecar; o outro cônjuge quer ser fiel, mas se torna vitima de um casamento rompido, acabado (adulterado), voltando ao seu estado de metade incompleta, que precisa se completar mediante casamento (união sexual). Veja, isto não está nos planos de Deus, mas como não se pode forçar o livre arbítrio do cônjuge infiel, existe esta possibilidade para o cônjuge vitima.

Qualquer que tenha sido a motivação do casamento, por mais que houve ignorância, o casamento aconteceu. Uma vez realizado, qualquer que seja o motivo (se não houve adultério), não há fim para o casamento, ainda que se separem e nunca mais compartilhem a vida.

E se alguém resolve abandonar o cônjuge mas não adultera, o cônjuge abandonado devera viver o resto da vida sozinho? Isto é vida plena? Vou dar uma ilustração para este caso. Imagine que você está num ponto de ônibus, num centro movimentado. De repente, um motorista alcoolizado perde o controle e lhe atinge de cheio. Você vai para o hospital, recebe os tratamentos, mas fica com a espinha dorsal em rompida, com varias vértebras em pedaços. Paraplégico para o resto da vida. A culpa foi sua? Não! Deus lhe aceita? Sim! Mas você vai continuar paraplégico para o resto da vida. Uma coisa é salvação, outra coisa são as conseqüências das desgraças acidentais imprevisíveis que existem neste mundo. Se alguém, em seu tempo de ignorância, mutilar o seu corpo, está pecando, não está? E se ele conhecer a Jesus, Ele o salvará não salvará? Mas aquela pessoa, irá carregar, pelo resto da vida, em seu corpo, as marcas conseqüentes de seus atos, ainda que cometidos em ignorância!

E então, Deus estará sendo justo em deixar que sua criação gema e sofra pelo resto da vida? Em primeiro lugar ele não prometeu nos livrar dos sofrimentos deste mundo. O que Ele promete é estar conosco, quando sofremos. Leia romanos capítulo 8. A justiça de Deus não esta em sermos totalmente felizes neste mundo, porque neste contexto tão desgraçado pelo pecado, nunca o seremos. A justiça e o amor de Deus consistem em conceder-nos a salvação garantida hoje e concretizada na glorificação futura.

Seja qual for a sua condição, Deus lhe ama muito e quer dar-lhe a vida eterna. Com respeito a teu caso, aconselho-te que faças duas coisas. Primeiramente, estude bastante o que a Bíblia ensina sobre o estado civil em relação à sua realidade - conhecereis a verdade e a verdade vos libertará (João 8:32). Depois escolha vários conselheiros cristãos de confiança e capacitados, para que o instruam sobre seu caso, conhecendo-o mais de perto - na multidão de conselhos há sabedoria. Por fim, procure ser fiel a Deus, custe o que custar.

Seja fiel até em risco de morrer e Deus lhe coroará com a vida eterna.

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